Aconteu
Morreu Fernando Lemos

Fotógrafo, pintor, escultor, poeta e designer gráfico, o artista multifacetado Fernando Lemos morreu esta terça-feira, 17, aos 93 anos, em São Paulo, cidade onde residia há mais de seis décadas.
Nascido em Lisboa em 1926, deixou Portugal aos 27 anos, em 1953, por oposição à ditadura fascista de Salazar.
Fernando Lemos pertence à terceira geração de modernistas portugueses e o seu trabalho foi inicialmente inspirado pelo movimento surrealista.
Deixa uma vasta obra de pintura, desenho, poesia, e também na área do design, gráfico e industrial.
Há poucos meses, na Cordoaria Nacional, em Lisboa a qualidade da sua obra de design gráfico pôde ser observada naquela que foi a sua última grande exposição, por iniciativa do Museu do Design e da Moda (MUDE).


Prémio Pessoa atribuído a Tiago Rodrigues

Tiago Rodrigues, actor, encenador, dramaturgo e director artístico do Teatro Nacional Dona Maria II, foi considerado o vencedor da edição de 2019 do Prémio Pessoa. A cerimónia ocorreu-se no passado dia 13, no Palácio de Seteais, em Sintra.

O prémio em causa, que é considerado um dos maiores galardões atribuídos a personalidades portuguesas da cultura, da arte ou da ciência, é uma iniciativa do Jornal Expresso.

O vencedor, que recebeu a notícia a partir de Londres, onde está a encenar, na Royal Shakespeare Company, uma peça baseada em dois romances de José Saramago, referiu que encara a distinção «como um prémio Pessoa para várias pessoas», considerando o prémio, necessariamente colectivo por ser auferido a «alguém do teatro».

Tiago Rodrigues, que também foi consagrado pelo júri pelo seu notável contributo para o desenvolvimento das artes performativas portuguesas, tinha já sido um dos vencedores, em Novembro, do Prémio Europa de Teatro – Realidade Teatrais.


Casa onde nasceu Hitler dá esquadra

Após anos de debate em relação ao futuro da casa que viu nascer o ditador nazi-fascista, Adolfo Hitler, o Governo austríaco anunciou a nova solução que visará a transformação do edifício numa esquadra da polícia local.

O edifício de três andares na vila de Braunau am Inn era, até há pouco menos de um mês, um problema que se vinha a arrastar para as autoridades austríacas. Mesmo depois de um longo processo judicial de expropriação do edifício, em 2017, que ditou o pagamento de uma soma de 810 mil euros à antiga dona, muitas foram as soluções desenhadas. Desde a demolição até à entrega da casa para instituições de caridade, muitas foram as críticas de políticos e de historiadores ou a falta de consenso que impediu qualquer solução.

Num período em que a peregrinação de neonazis ao local tem vindo a aumentar, o ministro do Interior austríaco acabou por anunciar que aquele «edifício nunca mais vai evocar a memória do fascismo», referindo-se à decisão de o transformar numa esquadra policial.

Em frente ao edifício, existe hoje uma placa onde se lê: «Pela Paz, a liberdade e a democracia. Nunca mais fascismo. Milhões de mortos advertem».


Prata para Portugal no Europeu em Cadeiras de Rodas

A selecção nacional de andebol em cadeira de rodas alcançou o segundo lugar, no domingo, na competição europeia num frente-a-frente com a Croácia, a anfitriã.

A equipa portuguesa ainda esteve à frente do marcador durante a primeira parte da partida que teve lugar na cidade de Zagreb, mas não foi capaz de resistir aos adversários que acabaram por inverter o resultado para 9 – 8.

O terceiro lugar foi atribuído à Hungria que derrotou a equipa holandesa.


FENPROF atribui Prémio Literário

Luísa Costa Gomes e o romance «Florinhas de Soror Nada», foram os vencedores do prémio anual atribuído pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) em parceria com a SABSEG – Corrector de Seguros.

A iniciativa que consiste na entrega anual de um prémio literário, que alterna entre o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues (para romances e ficção narrativa) e o Prémio Literário António Gedeão (para poesia), a uma obra da autoria de professores, no activo ou aposentados, de qualquer grau de educação e de ensino. Também são visados docentes, tanto do sector público como do privado, assim como docentes deslocados em outras funções.

O livro «Florinhas do Soror Nada», de Luísa Costa Gomes, obteve a aprovação unânime do júri, que entregou o prémio no último Sábado no Espaço António Borges Coelho, em Lisboa.



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