Luta pela Braamcamp continua já amanhã

A aprovação da venda da Quinta do Braamcamp, no passado dia 27, na Assembleia Municipal do Barreiro (AM), com os votos favoráveis do PS e do Movimento de Cidadãos Independentes, os votos contra da CDU, BE, PAN e de um eleito do PSD, e duas abstenções do PSD, é «um retrocesso para o Barreiro e para os Barreirenses», considera a Comissão Concelhia do PCP.

Os comunistas insistem, no entanto, que será a «luta da população o factor determinante para que a Quinta do Braamcamp se mantenha na esfera pública», e, nesse sentido, convocou para amanhã, 6, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, pelas 21 horas, uma reunião pública para auscultar e mobilizar os barreirenses.

No comunicado difundido a 29 de Novembro, a estrutura concelhia do PCP recorda que, «com vista à sua retirada do mercado imobiliário especulativo e à sua devolução aos barreirenses, a Quinta foi adquirida em 2016, ainda no mandato da CDU, por deliberação unânime da Câmara Municipal do Barreiro e apenas três abstenções na Assembleia Municipal».

Porém, agora, o PS praticamente isolado avança com a reversão daquela decisão, insistindo num «negócio que apresenta muitas dúvidas, pela forma como o caderno de encargos está constituído, e que ignora a vontade de muitos barreirenses». Isto além de a já referida votação na AM do Barreiro ter ocorrido somente por teimosia do presidente da CMB, já que todos os grupos com excepção do PS aprovaram a retirada daquele ponto da ordem de trabalhos.




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