Breves
CASCAIS
Má gestão dá maus resultados

O encerramento do refeitório e do bar do Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, na sequência de uma vistoria da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, «não é mais do que o resultado da gestão ruinosa feita pela administração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)». A acusação é do Sector de Empresas de Cascais do PCP, que fala de uma gestão «cada vez mais ligada aos interesses financeiros» e «afastada do seu âmbito social». Naquela instituição, há muito que a prestação de cuidados médicos de excelência «deixou de ser uma prioridade». O encerramento do refeitório, realçam os comunistas, não constituiu uma surpresa para os trabalhadores da instituição, da mesma forma que não são novidade as avarias constantes nos elevadores, as casas de banho permanentemente encerradas, os balneários danificados e gelados, a falta de pessoal e material e as discriminações sobre os trabalhadores. Ao mesmo tempo que isto sucede, denuncia o PCP, a SCML apresenta resultados financeiros robustos, havendo verbas mais do que suficientes para resolver os problemas da instituição.


ÉVORA
Faltam funcionários nas escolas

O PCP expressou a sua solidariedade com a luta promovida no dia 18 pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas junto à escola Secundária André de Gouveia, em Évora. Na base do protesto estiveram questões que há muito têm vindo a ser denunciadas pelo PCP, desde logo a falta de trabalhadores necessários para o regular funcionamento das escolas. Só no agrupamento em causa, há uma carência de 22 trabalhadores. O deputado do PCP João Oliveira este presente na acção e assumiu o compromisso de questionar o Governo sobre estes problemas e exigir uma resposta imediata.


OVAR
Câmara subserviente a privados

O eleito do PCP na Assembleia Municipal de Ovar, Miguel Jeri, questionou o executivo acerca do autêntico «inferno» que a população da freguesia de Válega enfrenta fruto dos intermináveis atrasos verificados nas obras de repavimentação após a instalação da rede de saneamento. A situação do piso tem causado lentidão e transtorno no trânsito pedonal e automóvel, danos sucessivos em automóveis e motociclos, crateras, nuvens de poeira no tempo seco, poças imensas quando chove, diversos materiais e obstáculos aos transeuntes. Os comunistas acusam a autarquia de assumir uma atitude «subserviente e expectante» perante o empreiteiro e a Águas da Região de Aveiro (a quem, contra a opinião do PCP, cedeu a exploração das águas e saneamento do concelho).