Breves
Resistência no resort

O resort «Prazer da Natureza», em Vilar de Mouros (Caminha), não apenas proibiu ilegalmente uma reunião de trabalhadores, convocada para 28 de Outubro, como chamou a GNR para que esta expulsasse os dirigentes sindicais. Ao dar a notícia, o Sindicato da Hotelaria do Norte informou que os seus dirigentes «não se deixaram intimidar e permaneceram no interior da unidade, exigindo o exercício dos direitos».

O sindicato da Fesaht/CGTP-IN considerou que, pelo aparato criado, não havia condições para realizar a reunião, destinada a eleger delegados sindicais. Foi apresentada queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho e o sindicato adiantou já que, se a empresa mantiver a proibição, convocará os trabalhadores para se reunirem à porta do resort.


Protesto na CM Mafra

Por duas vezes, em menos de um mês, delegados e dirigentes do STAL/CGTP-IN foram impedidos, por responsáveis da Câmara Municipal de Mafra, de entrar nos Paços do Concelho para distribuírem documentos aos trabalhadores. Numa nota divulgada a 28 de Outubro, a direcção regional de Lisboa do sindicato considerou «autoritária e provocatória» aquela atitude de «chefias intermédias e chefe de gabinete da Câmara».

O primeiro caso deu-se a 27 de Setembro. A 22 de Outubro, o bloqueio repetiu-se e os activistas do STAL, que permaneceram cerca de duas horas à porta do edifício, apresentaram queixa «às autoridades competentes».


ACT com a Luz Saúde

A Autoridade para as Condições do Trabalho «por omissão, está a compactuar com a empresa no impedimento ilegítimo da realização de actividade sindical», protestou o CESP/CGTP-IN, numa nota de imprensa em que denunciou a proibição patronal de contactos de responsáveis sindicais com os trabalhadores da Luz Saúde, a 14 de Outubro, nos serviços localizados na Quinta do Lambert, em Lisboa.

Os representantes dos trabalhadores chamaram a Polícia para registar a ocorrência. A ACT, alertada dia 10, não compareceu nem contactou o CESP.


Trabalhadores em primeiro na Autoeuropa

A Comissão Sindical da Autoeuropa referiu, num boletim informativo lançado no início do mês, que o lugar cimeiro que a empresa ocupa no ranking das fábricas da Volkswagen deve-se, sobretudo, ao esforço e profissionalismo dos seus trabalhadores. A par das exigências para 2020 que a Fiequimetal já deixou claras – que incluem o aumento geral dos salários em três euros diários e um mínimo de 90 euros mensais, a actualização do salário de admissão para os 850 euros ou a formação contínua de 40 horas anuais por trabalhador –, a comissão sindical vem agora exigir a compensação devida aos trabalhadores pela sua diligência e um maior investimento nas instalações da fábrica de Palmela, de forma a que se possa aumentar a produção e diminuir os ritmos de trabalho praticados.


Arquitectos por mais condições

Teve lugar na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto a primeira Assembleia-geral do Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura (MTA), que juntou cerca de 120 trabalhadores. O objectivo do movimento, que tem nova Assembleia marcada para dia 9, é criar uma plataforma de natureza sindical para este sector, que é fortemente marcado pela precariedade, os falsos recibos verdes, os estágios não remunerados, a instabilidade profissional e os baixos salários.


Greve semanal na Tesco

Os trabalhadores da empresa de componentes para automóveis, Tesco, de Vila Nova de Famalicão, têm estado em greve durante todas as sextas-feiras, motivados pela falta de resposta da empresa ao caderno reivindicativo. O SITE-Norte garante que os trabalhadores vão continuar o protesto. O aumento salarial, a tomada de medidas contra a discriminação salarial, a redução do horário de trabalho, a passagem ao quadro de trabalhadores com vínculos precários, o aumento do subsídio de refeição e das férias para 25 dias úteis, são algumas da reivindicações presentes no caderno entregue à administração.