«fazer do voto luta»
VOTAR NA CDU AVANÇAR É PRECISO!

A três dias das eleições legislativas de 6 de Outubro, a CDU leva a cabo uma notável campanha de massas, de norte a sul do País, no continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, junto dos emigrantes na Europa e fora dela, desdobrando-se em contactos de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e das populações, projectando a mensagem de que «Avançar é preciso!», andar para trás, não. Mais força à CDU».

De facto, é decisiva a importância que vão ter estas eleições na determinação do futuro imediato do País. Os portugueses vão ter nas suas mãos a responsabilidade de ter de escolher entre avançar na resposta aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País, dando mais força à CDU, ou andar para trás, se essa força for dada ao PSD e CDS ou mesmo ao PS, desejoso de ficar de mãos livres para fazer a política que sempre fez, sozinho ou acompanhado pelo PSD e CDS.

Avançar, reforçando a CDU, para garantir que se aumentam os salários, incluindo o salário mínimo nacional para 850 euros; que se aumenta o valor real das pensões; que se combate a precariedade; que se combatem as normas gravosas da legislação laboral a que o Governo do PS, em convergência com o PSD e o CDS, acrescentou novas medidas negativas com as recentes alterações aprovadas na Assembleia da República, que o Presidente da República promulgou e que anteontem entraram em vigor; que se garante creche gratuita para todas as crianças dos 0 aos 3 anos; que se investe nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde; que se garante o direito à habitação; que se avança no investimento nos transportes e no alargamento do passe social; que se defende o ambiente das muitas agressões a que está sujeito por parte do grande capital. Ou, ao contrário, andar para trás, pelas mãos do PSD e CDS ou do PS, aumentando as desigualdades e injustiças sociais.

É preciso dar mais força à CDU, em votos e deputados, para avançar pelo desenvolvimento soberano do País, valorizando o trabalho e os trabalhadores, repondo o aparelho produtivo e defendendo e promovendo a produção nacional, criando justiça fiscal onerando mais os rendimentos do capital e aliviando os rendimentos do trabalho; apoiando as micro, pequenas e médias empresas; criando emprego; investindo nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado; defendendo o regime democrático e a Constituição da República Portuguesa. Ou, ao contrário, andar para trás, pelas mãos do PSD e CDS ou do PS, aceitando a submissão às imposições e constrangimentos da União Europeia, do euro e o domínio do capital monopolista.

Ou se dá mais força à CDU, em votos e deputados, para realizar uma política alternativa patriótica e de esquerda com soluções para os nossos problemas, em particular, para responder aos nossos défices estruturais (produtivo, alimentar, tecnológico e demográfico) ou se anda para trás, pelas mãos do PSD e CDS ou do PS, absolutizando o défice orçamental e subordinando ao seu cego cumprimento as necessidades de desenvolvimento do País.

Esta é a responsabilidade que no domingo cada eleitor terá nas suas mãos, na opção de voto que vier a assumir. É necessário não desperdiçar nenhuma oportunidade de, a par da dinâmica de massas que é preciso prosseguir e reforçar nesta recta final da campanha eleitoral da CDU, multiplicar os contactos directos e, através deles, informar e esclarecer, vencer preconceitos e hesitações, superar dúvidas e indiferenças e, desta forma, dar mais força à CDU.

O grande capital e os seus representantes sabem bem quais os partidos em quem podem confiar, para defender os seus interesses de classe. É necessário que mais trabalhadores, pela sua parte, assumam o voto na CDU, coligação com prova dadas de que usa esses votos para avançar (e não para recuar), na defesa dos seus interesses e direitos.

É preciso convencer a votar na CDU os muitos milhares de portugueses que marcaram presença nas muitas lutas travadas ao longo da legislatura e que, juntamente com a intervenção dos partidos que constituem a Coligação PCP-PEV, tão determinantes foram para os avanços conseguidos na melhoria das condições de vida do povo português.

É preciso esclarecer que uma CDU mais forte e influente levará depois a força obtida pelo voto à luta pelas reivindicações concretas e imediatas dos trabalhadores e do povo e, em simultâneo, por uma política alternativa de justiça e progresso social.

A campanha eleitoral da CDU, apesar de não ter contado com a promoção dada pela comunicação social dominante às outras candidaturas, apesar dos silenciamentos e distorções, tem-se traduzido num ambiente geral de grande confiança que é preciso continuar a promover.

É necessário e é possível dar mais força à CDU e, desta forma, criar melhores condições para avançar pela concretização da política alternativa patriótica e de esquerda com soluções para o País.




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