Regista-se um aumento imediato de 15 euros e de outros 10 em Janeiro
Ferroviários garantem melhores remunerações

EMEF O novo Acordo de Empresa (AE), que mantém todos os direitos e assegura aumentos pecuniários, estabelecido entre a administração e o sindicato dos ferroviários, começou a ser discutido ontem.

Até ao próximo dia 23, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) está a promover plenários nos locais de trabalho, de Guifões a Vila Real de Santa António, com o objectivo de apresentar aos trabalhadores o novo AE acordado sexta-feira, dia 13, com a administração da EMEF.

A ser aprovado o AE pela maioria dos trabalhadores, estes mantêm todos os direitos e vêem melhoradas algumas cláusulas, afirmou o sindicato dos ferroviários.

Entre as melhorias alcançadas pelo SNTSF estão o aumento salarial imediato de 15 euros e mais 10 euros em Janeiro de 2020, a integração do complemento salarial (23 euros) e do subsídio de acumulação da função de motoristas (6 euros) na tabela, com efeitos retroactivos a 1 de Janeiro, a passagem do ordenado base na EMEF dos actuais 786,11 euros para 796,11 euros.

No mesmo documento, ficou inscrito que «os trabalhadores actualmente contratados a termo deverão logo que possível ser admitidos em regime de contrato a termo indeterminado, tendo prioridade no âmbito das novas admissões que a empresa irá realizar, na sequência da resolução do Conselho de Ministros de 5 de Julho», refere ainda a informação divulgada no início desta semana pelo SNTSF, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Carteiros param
em Loulé

Entretanto, os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal de Loulé cumpriram dois dias de greve em defesa da contratação de mais carteiros. A paralisação ocorrida nos passados dias 12 e 13 teve como objectivo forçar a empresa a tomar medidas face à situação que se vive nos concelhos de Loulé e São Brás de Alportel.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/Fectrans) alerta que, face a idêntico cenário noutros centros de distribuição postal no Sotavento algarvio, a luta vai alastrar, mas detalha o cenário em Loulé, que esteve na base da greve de dois dias, revelando a existência de mais de 100 mil cassetes de correio para distribuir.

Os CTT recorreram a sete trabalhadores a título temporário, o que, afirma o SNTCT, não resolve um problema cuja solução está na contratação de carteiros a título definitivo e em número suficiente para as necessidades do serviço.




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