Os museus nacionais são agora gratuitos aos domingos e feriados até às 14h00
Em defesa da Escola Pública e da gratuitidade dos manuais

EDUCAÇÃO Jerónimo de Sousa esteve, segunda-feira, 16, na Escola Básica n.º 4 de São João da Talha, Loures, para auscultar a comunidade educativa sobre o alcance da gratuitidade dos manuais escolares, proposta pelo PCP.

Um dos problemas apontados foi a imposição, por parte do Governo, da reutilização dos manuais escolares considerada como uma obstrução à gratuitidade dos manuais escolares.

O Secretário-geral do PCP, que é também primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Lisboa às legislativas de 6 de Outubro, lembrou, no final da visita, que os manuais do primeiro ciclo são concebidos para serem escritos, desenhados, pintados, recortados e colados, o que dificulta a sua reutilização.

Defendeu, por isso, que os alunos têm direito a um manual escolar com todas as condições para uma adequada aprendizagem. «Ninguém pode acompanhar esta ideia peregrina de, nos livros do primeiro ciclo, tentar reutilizar», para o Executivo do PS poupar «uns milhares de euros», criticou Jerónimo de Sousa, lembrando que não foi isso que foi aprovado na Assembleia da República, mas sim manuais escolares gratuitos para todos os alunos.

Cultura
No dia anterior, o Secretário-geral comunista visitou o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, composto por um notável acervo dos períodos pré e proto-histórico, romano, árabe e medieval.

A reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais aos domingos e feriados, até às 14h00, para todos os cidadãos residentes em território nacional, contra a vontade do PS, foi apontada como exemplo da acção do Partido na actual legislatura.

Na iniciativa, Jerónimo de Sousa alertou, por outro lado, para a escassez de todo o tipo de meios e trabalhadores nos museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos, exigindo-se medidas imediatas, sob a pena de se perder a possibilidade de transmissão de conhecimentos. «Esta é uma batalha importantíssima que temos de travar», adiantou, defendendo o reforço das verbas para a Cultura para que esta área tenha um por cento do Orçamento do Estado.

 



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