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Zimbabwe despede-se de Robert Mugabe

No sábado, 14, com uma cerimónia oficial em Harare, o Zimbabwe despediu-se do ex-presidente Robert Mugabe, que morreu a 6 de Setembro, em Singapura, aos 95 anos. Foram prestadas homenagens mostrando respeito e agradecimento pelo papel destacado de Mugabe na luta pela independência do seu país. O actual chefe do Estado, Emmerson Mnangagwa, destacou também o contributo de Mugabe para a libertação da África. Numerosos dirigentes africanos e outras individualidades de países amigos do Zimbabwe usaram da palavra. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, lembrou o apoio que Mugabe prestou à luta contra o apartheid. Os restos mortais do herói nacional do Zimbabwe foram transladados para a sua aldeia natal, Zvimba, na província de Mashonaland, e, mais tarde, ficarão depositados no Campo dos Heróis, na capital.


EUA preparam «resposta» ao Irão

O secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, afirmou na segunda-feira, 16, que os EUA estão a trabalhar com os aliados para responder ao «ataque sem precedentes» contra instalações de petróleo na Arábia Saudita. Os ataques, com drones, ocorreram no sábado, 14, contra instalações da companhia Aramco, nas cidades de Abqaiq e Khurais, e foram reivindicados pelos rebeldes hutís, que combatem no Iémen contra a coligação encabeçada pela Arábia Saudita e apoiada por Washington. Contudo, os EUA acusam o Irão da autoria do «ataque sem precedentes contra o abastecimento de energia ao mundo». O presidente Trump, o vice-presidente Pence e o secretário de Estado Pompeo declararam que os EUA estão «preparados para actuar». A ofensiva reduziu o fornecimento diário de petróleo crude da Aramco em cerca de 5,7 milhões de barris – metade da produção saudita –, o que representa cinco por cento da produção mundial. O governo do Irão nega o seu envolvimento e classificou as acusações norte-americanas de «incompreensíveis e sem sentido».