Editorial

«Garantir avanços, afirmar a alternativa»

MAIS CDU PARA FAZER O PAÍS AVANÇAR

A actualidade política continua marcada pelas alterações à legislação laboral aprovadas pelo PS, PSD e CDS no passado mês de Julho na Assembleia da República e agora promulgadas pelo Presidente da República. São alterações que vieram piorar a legislação laboral com consequências negativas sobretudo para as futuras gerações de trabalhadores,. São alterações que contaram e continuarão a contar com a firme e combativa oposição do PCP.

Avançam os preparativos da Festa do Avante! a uma semana da abertura das suas portas no próximo dia 6 de Setembro, na Atalaia.

Saudando, no sábado passado, os construtores da Festa – membros do PCP mas também muitos amigos do PCP e da Festa – o Secretário-geral do PCP valorizou o trabalho militante que a sua construção envolve que deve ser visto como traço distintivo da forma como os comunistas portugueses estão na política, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, não buscando, em qualquer circunstância, benefícios pessoais. «Há por aí quem considere – referiu Jerónimo de Sousa – que esta participação dos militantes e amigos do Partido na construção da Festa estaria ultrapassada no tempo face aos avanços tecnológicos em que tudo se faz com uns dinheiros e uma boa publicidade e promoção». Ora, os autores de tais dislates o que procuram é «esconder, desvalorizar e não reconhecer que também a edificação da Festa do Avante!, erguida a pulso, é expressão ímpar e insubstituível da forma como estamos na vida e como estamos na política».

Importa agora aproveitar o tempo que ainda falta até sexta-feira da próxima semana para intensificar a divulgação da Festa e a venda antecipada da EP, multiplicando a rede de contactos e, ao mesmo tempo, assegurando a finalização da sua construção.

Desenvolve-se também a batalha eleitoral com as diferentes forças políticas, no «terreno», a marcarem posição, que os órgãos da comunicação social dominante valorizam e projectam – como é o caso das candidaturas do PS, PSD, CDS e BE – ou silenciam e distorcem, como é o caso da CDU. Foi o que aconteceu esta semana com a apresentação dos seus candidatos às eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e pelos círculos eleitorais de Coimbra e de Lisboa e com a relização da visita à Feira de Agosto em Grândola, com a participação do Secretário-geral do PCP.

E se é verdade que nos últimos quatro anos se deram muitos avanços na resposta aos problemas dos trabalhadores, do povo e do País, pela intervenção do PCP e da CDU e com a acção conjugada da luta de massas, também é verdade que só não se foi mais longe na resposta aos problemas nacionais, nomeadamente aos seus défices estruturais (produtivo, energético, científico e tecnológico e demográfico), porque o PCP e a CDU não possuíam a força necessária. E foi também porque o PS assumiu como opção, em convergência com o PSD e CDS, manter as amarras às imposições e constrangimentos da União Europeia e do euro e ao domínio do capital monopolista.

É, pois, preciso romper com a política de direita a que PS, PSD e CDS, nas últimas mais de quatro décadas, vincularam o País e que impedem o seu desenvolvimento soberano e pôr de pé a alternativa patriótica e de esquerda com tudo o que ela significa de soluções para os problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Mas, a par da CDU, é preciso também reforçar o PCP porque um PCP mais fortes será sempre a mais sólida garantia de concretização dos avanços necessários. É preciso continuar a integrar como prioridade de trabalho no quadro geral desta vasta intervenção a campanha dos 5 mil contactos com trabalhadores até à sua integral concretização.

É preciso igualmente dinamizar a luta de massas, nomeadamente a luta dos trabalhadores nas empresas, locais de trabalho e sectores em torno das suas reivindicações concretas, bem como contra as normas gravosas da legislação laboral (incluindo as que recentemente foram aprovadas por PS, PSD e CDS e promulgadas pelo Presidente da República), no quadro geral da luta por uma política que valorize o trabalho e os trabalhadores, com particular incidência no aumento geral dos salários (incluindo o aumento do Salário Mínimo Nacional para 850 euros).

É desta forma que vamos realizar mais uma grande edição da Festa do Avante!. E, fazendo dela uma poderosa manifestação de cultura, de convívio e de solidariedade, valorizaremos igualmente a sua dimensão política, com particular destaque para o comício de domingo. Vai ser uma grande acção de massas afirmando a CDU nesta batalha eleitoral. E, deste modo, partiremos para estas eleições confiantes e convictos de que é possível dar mais força à CDU como condição necessária e indispensável para fazer o País avançar.



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