«Forças» mobilizadas

Logo que tal opção surgiu, dirigentes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) contestaram a ideia de chamar efectivos das forças de segurança para intervirem na greve no transporte de mercadorias perigosas.

No dia 12, em comunicado, a Direcção Nacional da APG deu conta de «descontentamento e indignação» dos profissionais que «vão cumprir horários desumanos» e são «forçados a executar funções completamente estranhas à sua missão de segurança pública». Criticando o Comando, por declarar «que existem todas as condições para dar resposta a esta situação, mesmo sabendo que tal resultará em maior carga horária para os profissionais da GNR e em situações de risco objectivas, já que estes não possuem ADR» (certificado profissional para condução de matérias perigosas).

No dia 11, a ASPP/PSP condenou declarações do primeiro-ministro e realçou que, «durante a greve dos motoristas, uma boa parte dos polícias vai fazer mais de 70 horas por semana e, em muitos casos, 24 horas seguidas, sem qualquer compensação monetária», e há «polícias que vão ter as suas folgas e até férias cortadas, por causa de mais uma, entre tantas, operações».

No dia 8, a Associação Nacional de Sargentos insurgiu-se contra o uso «de forma generalista e, como tal, abusiva» da palavra «militares», no contexto desta greve. A ANS alertou que envolver militares das Forças Armadas «não será considerado sem observar os princípios constantes na Constituição».

 



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