Os atrasos e supressões atingem centenas de passageiros
Utentes responsabilizam Governo pela situação caótica na Soflusa

TRANSPORTES «Persiste a degradação do serviço de transportes fluviais» nas ligações da Soflusa, alerta a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos (CUSP) do Barreiro.

Os «constantes atrasos e supressões de carreiras» atingem centenas de passageiros, que «vêem a sua vida prejudicada», alerta a CUSP, dando a conhecer o facto de existiram «utentes a quem é descontado, no trabalho, o tempo de atraso».

A «responsabilidade» por esta situação, segundo os utentes, é «inteiramente» da administração da Soflusa e do Governo, «que não souberam ou não quiseram tomar, em devido tempo, as medidas de renovação da frota e o necessário aumento do quadro de pessoal da empresa».

«Acreditamos que o Governo e a administração» da empresa «se servem dos problemas laborais para virar o descontentamento dos utentes com a falta do transporte contra os trabalhadores e, desse modo, ocultar as verdadeiras razões das constantes supressões das carreiras», refere a CUSP, em nota de imprensa de 7 de Julho.

Neste sentido, os utentes exigem «o reforço do número de embarcações nas ligações fluviais, em particular nos horários de maior fluxo de passageiros», bem como «as verbas necessárias à contratação imediata e urgente dos profissionais em falta».

Paralisação
Na segunda-feira, os mestres da Soflusa iniciaram uma greve de três dias, exigindo o cumprimento do acordo de valorização salarial, estabelecido em 31 de Maio. Esta paralisação e a greve ao trabalho extraordinário, por tempo indeterminado, foram convocadas pelo Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.

Autocarros dos TCB

Em comunicado, a CUSP do Barreiro dá conta que dos 17 novos autocarros dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) movidos a gás, apenas seis estão a circular em hora de ponta. «O carácter surreal e insustentável da situação é que, não havendo um posto de abastecimento de gás natural apto no concelho, os autocarros vão até à Bobadela e voltam para operar no Barreiro, perdendo (grande) parte do abastecimento no caminho», reporta a CUSP.



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