Cerca de 40 por cento dos pobres são pessoas com emprego
CDU debate medidas estratégicas para erradicar a pobreza

MADEIRA Com vista às eleições regionais de 22 de Setembro, a CDU está a construir um programa de compromissos e prioridades para a próxima legislatura na Assembleia da Madeira (ALRAM).

Sexta-feira, 5, no Funchal, teve lugar um debate sobre «Medidas estratégicas para a erradicação da pobreza». A iniciativa contou com a participação de Deolinda Machado, da Direcção Nacional do Movimento Erradicar a Pobreza e dirigente nacional da CGTP-IN.

Na Madeira cerca de 32 por cento da população vive em risco de pobreza. «Cerca de 40 por cento dos pobres (em Portugal) são pessoas com emprego. Ou seja, não basta ter trabalho para sair da pobreza», observou Deolinda Machado, salientando que o crescimento económico no País «não tem conduzido à redução do número de pobres na nossa sociedade».

«A pobreza laboral é um problema político gravíssimo» que «requer medidas transversais associadas à urgência de um novo rumo para a economia e com compromissos de justiça social», acrescentou Deolinda Machado.

O debate contou, entre muitos outros, com Sílvia Vasconcelos, Ricardo Lume (deputados do PCP na ALRAM) e Edgar Silva (cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Regional).

«Ácaros da Região»
No domingo, Edgar Silva alertou para o facto de os aeroportos da Madeira e do Porto Santo, entregues à multinacional VINCI, serem «lugares de precariedade e exploração» (laboral), bem como «um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento».

A denúncia partiu da acção «Ácaros da Região». «O combate aos ácaros que corrompem o futuro e as possibilidades do desenvolvimento são uma orientação fundamental para um novo rumo para a Autonomia ao serviço dos trabalhadores e do povo», afirmou o candidato.

Edgar Silva esteve, também, no concelho de Câmara de Lobos. Ali, o cabeça-de-lista falou dos retrocessos que estão em curso no sector da Educação, depois de PS e PSD terem decidido os processos de transferência para os municípios das competências em matéria educativa e com a fusão das escolas.

«É fundamental para o futuro do desenvolvimento humano e social da Região impedir que sejam concretizadas formas de fusão de escolas que impliquem o seu encerramento. Fechar mais escolas é atentar contra a coesão territorial e a coesão social e económica desta Região insular», sublinhou Edgar Silva.

 



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