Aconteu
Portugal com 17 bens inscritos no Património Mundial

O conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra e o Santuário do Bom Jesus (Braga) foram elevados à categoria de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A decisão foi tomada na 43.ª Sessão do Comité do Património daquela organização que decorreu em Baku, no Azerbaijão, e que terminou ontem, dia 10. Também o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, foi integrado na área classificada pela UNESCO como Património Mundial a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, elevando assim para 17 os bens nacionais inscritos na prestigiada lista de património histórico e cultural da humanidade.



Morreu João Gilberto, ícone da Bossa Nova

João Gilberto, considerado um dos pais da Bossa Nova, morreu dia 6, no Rio de Janeiro, aos 88 anos.

O cantor e compositor brasileiro foi o precursor daquele género musical e o grande responsável pela sua divulgação no mundo, abrindo portas à internacionalização da música brasileira.

Oriundo do samba e com influências do jazz, o estilo Bossa Nova surgiu no fim da década de 1950 pelas mãos de João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e de jovens cantores e compositores do Rio de Janeiro.

«Chega de saudade» foi o álbum que marcou o início da Bossa Nova, com João Gilberto a dar voz à versão mais conhecida da música.

Em 1961, o cantor e compositor concluiu a trilogia de álbuns «Chega de saudade» (1959), «O amor, o sorriso e a flor» (1960) e «João Gilberto»(1961).

Os últimos discos de João Gilberto, que estava afastado dos palcos há mais de dez anos, foram «João, Voz e Violão» (2000), pelo qual foi distinguido com outro 'Grammy' na categoria 'Best World Music Álbum', e o CD «João Gilberto in Tokyo» (2004).

O Comité do Património da UNESCO considerou que a morte do cantor brasileiro João Gilberto «é uma perda para o património cultural».


Maria do Céu Guerra premiada Melhor Actriz da Europa

O Festival Internacional de Teatro - Actor of Europe atribuiu a Maria do Céu Guerra o título de melhor da Europa. O prémio foi entregue no sábado, 6, na abertura daquele festival no Lago de Prespa, nos Balcãs, na fronteira entre Macedónia, Albânia e Grécia.

O prémio de honra «Actress of Europe» é atribuído desde 2003 por um comité para reconhecer o percurso artístico de uma personalidade do teatro e o contributo criativo para a memória colectiva da civilização europeia, segundo a página oficial do festival.

«Aos 75 anos, é uma das mais extraordinárias actrizes do teatro português e a alma da companhia teatral independente A Barraca», salienta o comité, presidido por Jordan Plevnes.

Em nota divulgada dia 3, quando foi tornada pública a decisão de atribuir esta importante distinção a Maria do Céu Guerra, com trabalho também em cinema e televisão, a Barraca refere que este prémio «reconhece o enorme mérito de trabalho teatral e humanista de uma das figuras maiores do Teatro e da Cultura em Portugal».

A actriz, que subiu ao palco em inúmeras edições do Avanteatro, na Festa do Avante!, nasceu em Lisboa, a 26 de maio de 1943, frequentou a licenciatura de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, período em que começou a interessar-se pelo teatro, e fez parte do grupo fundador da Casa da Comédia.

Céu Guerra estreou-se nesta companhia, em 1965, na peça «Deseja-se Mulher», de Almada Negreiros, encenada por Fernando Amado. Nos cinco anos seguintes, profissionalizou-se no Teatro Experimental de Cascais, tendo na década de 1970 participado em vários elencos de teatro de revista e de comédia. De regresso à Casa da Comédia, trabalhou com Morais e Castro e Luís de Lima.

Após o 25 de Abril, fez parte do grupo fundador do Teatro Ádóque-Cooperativa de Trabalhadores de Teatro, em 1974, sendo co-fundadora no ano seguinte da companhia de teatro A Barraca.

Em Agosto de 1985, foi distinguida como Dama da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e, nove anos depois, recebeu o grau de Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), do qual é presidente, saudou em comunicado o galardão atribuído a Maria do Céu Guerra.


Medalha de Mérito Cultural para Paula Rego

O Ministério da Cultura anunciou dia 5 que a pintora Paula Rego será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural a 16 de Julho, no atelier da artista, em Londres.

A atribuição é justificada pelo facto de Paula Rego ser «uma artista extraordinária, que sempre procurou transformar a realidade através da arte».

«Pela sua forma de pintar os segredos da humanidade e pelo seu percurso exemplar e único na história da pintura, representa um nome maior da arte contemporânea portuguesa e europeia», afirma o ministério da Cultura, em nota oficial.



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