«Está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir sobre o futuro»
ABRIR CAMINHO E AVANÇAR

A situação política nacional continua marcada pelas eleições para o Parlamento Europeu e o seu resultado. É um resultado que, como sublinha o comunicado do Comité Central de 28 de Maio, «deve constituir um sinal de alerta para todos quantos têm nas suas mãos o poder de decidir se querem, com o reforço da CDU, fazer avançar o País e as suas vidas, ou se querem correr o risco de andar para trás e perder o que se conquistou em direitos, salários e pensões de reforma e comprometer a resposta aos problemas nacionais».
Mas, se estas eleições se revestiam de inegável significado, as Eleições Legislativas para a Assembleia da República, a 6 de Outubro, assumem uma importância decisiva para determinar o rumo da vida política nacional e a vida do povo português nos próximos anos.

Importa, pois, prosseguir o caminho aberto pela luta dos trabalhadores e pela intervenção do PCP com avanços como, entre muitos outros, o aumento das reformas, a restituição do subsídio de Natal por inteiro, a reposição dos salários extorquidos, a redução dos custos dos transportes públicos, a valorização dos abonos de família, a gratuitidade dos manuais escolares, a redução dos impostos sobre os rendimentos do trabalho e assegurar a concretização efectiva de todas as medidas consagradas nos Orçamentos do Estado e, ao mesmo tempo, garantir que não se volte a um tempo de retrocesso político, económico e social.
Como tantas vezes o PCP tem sublinhado e a realidade todos os dias confirma, ao manter as suas opções políticas de submissão às imposições da União Europeia, ao euro e ao domínio do grande capital, o PS procura na convergência com o PSD e o CDS o apoio para todas as medidas contrárias aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Torna-se assim cada vez mais evidente que só a luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP poderá determinar, como determinou nos últimos três anos e meio, os avanços necessários quer para levar mais longe a defesa, reposição e conquista de direitos, quer para afirmar a alternativa patriótica e de esquerda com reais soluções para os problemas do País.

É neste quadro e quando nos aproximamos deste novo e mais decisivo acto eleitoral que o PCP e a CDU afirmam que o que é preciso é avançar e não andar para trás. Avançar na confirmação dos direitos conquistados; avançar na resposta aos problemas mais prementes da população; avançar na valorização do trabalho e dos trabalhadores; avançar na defesa dos interesses do País e da soberania nacional; avançar no aumento geral dos salários e do Salário Mínimo Nacional para 850 euros; avançar na resposta imediata ao financiamento dos serviços públicos a começar pelo Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e e a Segurança Social Pública; avançar na oferta de transporte público para corresponder às necessidades dos utentes ou na concretização do direito à habitação e à protecção ambiental.
Avançar na revogação das normas gravosas da legislação laboral, contra a precariedade e a desregulação dos horários de trabalho; avançar na rejeição da proposta de Lei do Governo que, não só não revoga essas normas gravosas, como visa intensificar a precariedade e agravar a exploração.
Avanços que só serão possíveis com um PCP mais forte e influente e dando mais força à CDU.

As eleições legislativas de Outubro são uma grande acção política e de massas, uma batalha exigente para a qual a CDU parte com sólida confiança no futuro. Mesmo sabendo de antemão que o seu resultado se constrói, voto a voto, num trabalho continuado e persistente, afrontando a desvalorização, o silenciamento ou mesmo a deformação, a mentira e a calúnia por parte da comunicação social ao serviço do grande capital.
Esta semana, avança-se com a divulgação dos primeiros candidatos das listas da CDU em cinco círculos eleitorais. Em simultâneo, desenvolve-se a acção e iniciativa política do PCP, de que foram expressiva manifestação os comícios do passado sábado no Barreiro e no domingo em Queluz, com a participação de Jerónimo de Sousa; dinamiza-se a preparação da Festa do Avante!, cuja divulgação tem neste número do Avante! – com a publicação do suplemento com os artistas da Festa – um importante elemento de valorização e de trabalho; estimula-se a luta de massas em torno da acção reivindicativa nas empresas, locais de trabalho e sectores e no combate às alterações para pior das propostas apresentadas pelo Governo do PS na Assembleia da República; dinamiza-se a acção geral de reforço do Partido com destaque para a campanha dos 5 mil contactos com trabalhadores.

Está nas mãos dos trabalhadores e do povo, da sua acção, da sua luta e do seu voto, a decisão de romper com a política de direita e construir um Portugal com futuro.

 



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