Breves
Militares no Sudão reprimem populares

O Conselho Militar de Transição anunciou na terça-feira, 4, a anulação de todos os acordos assinados com as Forças para a Liberdade e Mudança e a realização de eleições dentro de nove meses, bem como a formação de um governo provisório. O chefe dos militares golpistas, general Abdel Fatah al-Burhan, confirmou o fim das negociações com as forças políticas que se opuseram ao presidente Omar al-Bashir, derrubado e preso em Abril. E procurou descartar responsabilidades do massacre de civis perpetrado na véspera, quando militares e milícias dispararam sobre manifestantes concentrados junto das instalações do ministério da Defesa, em Cartum, matando pelo menos 35 pessoas e ferindo 650.


Argélia cancela eleições presidenciais

Os partidos políticos argelinos acolheram com satisfação a decisão do Conselho Constitucional de cancelar as eleições presidenciais marcadas para 4 de Julho. Desde 22 de Fevereiro que se repetem manifestações populares, sobretudo em Argel, com exigências ao poder político de transição, instalado após a demissão do presidente Abdelaziz Bouteflika, a 2 de Abril. Depois da decisão do Conselho Constitucional, divulgada no dia 2, o presidente interino Abdelkader Bensalah deverá marcar nova data. Aguarda-se a posição do general Gaid Salah, chefe do estado-maior das forças armadas, que há dias apelou ao «consenso» e «diálogo».


Síria denuncia cimeira islâmica

O governo sírio denunciou a declaração final da Cimeira Islâmica de Meca, que mostrou a «dependência explícita e aberta dos países participantes em relação aos seus amos do Ocidente». Nessa reunião na Arábia Saudita, segundo Damasco, em vez de fazer críticas à Síria, deviam ter debatido «as soluções dos problemas crónicos de alguns dos países participantes, como o extremismo, a violência, o atraso, a falta de democracia e liberdades e a violação diária dos direitos humanos, particularmente no país anfitrião».