Breves
Albaneses contra governo de Tirana

Um protesto anti-governamental em Tirana, capital da Albânia, no domingo, 2, desembocou em confrontos entre manifestantes e polícias. O ministro do Interior acusou o líder do Partido Democrático da Albânia, Lulzim Basha, que convocou a manifestação, de ser responsável pelos incidentes. Ao longo de três horas, manifestantes responderam com pedras, garrafas incendiárias e granadas de fumo aos canhões de água e gases lacrimogéneos utilizados pela polícia. Os milhares de participantes nessa sétima marcha oposicionista concentraram-se defronte do parlamento para exigir a demissão do primeiro-ministro, Edi Rama, a quem acusam de nepotismo e de converter o governo num aparelho de corrupção. Pedem também um governo de transição e eleições livres. Falando aos manifestantes, Lulzim Basha afirmou que o povo da Albânia oprimida rejeita «o bando criminoso» que não governa o país e que Rama deve sair.


General Electric despede em França

O director em França da multinacional norte-americana General Electric (GE), Hugh Bailey, excluiu o fecho da plataforma industrial de Belfort, no leste do país, poucos dias depois de anunciar a supressão de mais de mil empregos. Em entrevista a Le Journal du Dimanche, de Paris, afirmou que «Belfort continuará como a principal base industrial da GE na Europa, um lugar em que temos capacidades de excelência». A companhia anunciou a redução de 1044 postos de trabalho afectando sobretudo a sede em Belfort, em concreto 792 postos no sector das turbinas de gás e 252 em funções logísticas. Há quatro anos, a GE comprometeu-se a criar mil empregos em França, no meio de uma campanha contra as suas intenções de comprar a secção de energia da empresa francesa Alstom. Não só não os criou como agora anunciou a supressão de outros 1044. Em 2015, o ministro da Economia que promoveu a venda da Alstom Energia à GE era Emmanuel Macron, o actual presidente da República.


Escócia pretende segundo referendo

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, afirmou que o projecto de lei sobre referendos, apresentado pelo governo escocês, daria às pessoas a «oportunidade de escolher um futuro melhor». A legislação lança as bases para um segundo referendo independentista, face à incerteza gerada pelo processo de separação entre o Reino Unido e a União Europeia. A consulta «dará à Escócia a oportunidade de eleger uma nação europeia independente, em vez de ter uma futura saída do Reino Unido imposta, que a população rejeitou», sublinhou. Para levar a cabo este referendo, a Escócia necessita que o governo de Londres active uma lei que dá ao parlamento escocês competências referendárias. Os bons resultados do Partido Nacionalista Escocês nas eleições europeias de Maio são interpretados por Nicola Sturgeon como uma rejeição da saída da Escócia da União Europeia. O primeiro plebiscito sobre a independência escocesa realizou-se em 2014 e a separação foi rejeitada por 55% dos eleitores.


Em Itália, Conte ameaça demitir-se

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, admitiu demitir-se caso os partidos da coligação governamental, a Liga, de extrema-direita, e o Movimento 5 Estrelas (M5S), populista, não resolvam as suas divergências. Conte pediu uma resposta clara e rápida. O governo da Liga e do M5S, em funções desde Junho de 2018, tem sido marcado ao longo dos últimos meses por divergências entre os seus líderes, situação que se intensificou desde as recentes eleições para o Parlamento Europeu. O M5S, de Luigi Di Maio, obteve 17% dos votos, enquanto a Liga, de Matteo Salvini, passou para 34%, a força mais votada em Itália. Segundo a Lusa, Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, quer ditar a agenda política do país, especialmente no que diz respeito às ameaças de Bruxelas de eventuais sanções da União Europeia por causa da deterioração das contas públicas italianas. Conte pede a «colaboração leal» de todos os seus ministros.