Aconteu
Faleceu Agustina Bessa-Luís

Morreu na segunda-feira, 3, no Porto, Agustina Bessa-Luís. Nascida em 1922, em Vila Meã, Amarante, encontrava-se afastada da vida pública há cerca de 20 anos.

Ao longo de uma intensa carreira, Agustina Bessa-Luís escreveu dezenas de obras de vários géneros literários, isto além de colaborações regulares com jornais e revistas (foi mesmo directora de O Primeiro de Janeiro). Foi ainda directora do Teatro Nacional D. Maria II, membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e das academias de letras Europeia, Brasileira e de Lisboa.

Recebeu diversos prémios literários, os primeiros dos quais pelo romance «A Sibila», publicado em 1954. Foi agraciada como Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, de Portugal, em 1981, elevada a Grã-Cruz em 2006, e com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, de França, em 1989.

O Governo decretou a terça-feira, 4, quando se realizou o funeral, dia de luta nacional pela escritora portuguesa.


Faleceu o físico Gaspar Barreira

Fundador e um dos maiores impulsionadores do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, morreu no dia 31 de Maio o físico português Gaspar Barreira.

À Lusa, o também investigador e presidente do LIP Mário Pimenta destacou que Gaspar Barreira «trabalhou como poucos na construção de um Portugal onde Conhecimento, Liberdade e Racionalidade foram decisivos, antes e depois da Revolução de 25 de abril de 1974». «O seu último grande projecto e entusiasmo, a instalação em Portugal de um centro de tratamento e pesquisa para terapia do cancro com ‘prótons’, ainda não foi realizado», acrescentou ainda Mário Pimenta à agência de notícias nacional.

Gaspar Barreira nasceu em Braga em 1940, cursou Física e Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e foi representante oficial de Portugal em diversas organizações científicas internacionais e coordenador de diversos programas de cooperação científica e tecnológica.

Em 2006 recebeu a Ordem do Infante D. Henriques pelo seu contributo para a internacionalização da Investigação Científica Portuguesa.


Inédito de Josefa de Óbidos foi a leilão na Alemanha

Uma pintura inédita da pintora Josefa de Óbidos, datada de 1667, foi vendida em leilão realizado no sábado, 1, na Alemanha, por 220 mil euros. A Direcção-Geral do Património Cultural terá sido mandatada para adquirir a obra cujo preço inicial foi de 25 mil euros, contudo, não a arrematou, explicou fonte ligada ao processo ouvida pela Lusa.

A obra sobre a qual não existia até recentemente qualquer referência, está assinada pela artista nascida em Sevilha, em 1630, e que veio viver para Portugal, onde viria a falecer, em 1684, em Óbidos. Josefa de Óbidos aprendeu o ofício com o pai, Baltazar Gomes Figueira, e recebeu educação religiosa no Convento de Santa Ana, em Coimbra, entre 1644 e 1646.

No Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, encontra-se o maior acervo de obras de Josefa de Óbidos, 15 no total. Obras de Josefa de Óbidos podem também ser vistas nos museus do Louvre, em Paris, França, de Arte Walters, em Baltimore, EUA, da Misericórdia do Porto, no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, e no Museu Nacional Frei Bartolomeu do Cenáculo, em Évora.


ONU denuncia crueldade contra Julian Assange

O relator da ONU sobre tortura acusa os EUA, o Reino Unido, a Suécia, entre outros, de, desde 2010, terem promovido contra Julian Assange «uma campanha implacável sem restrições, que incluiu mobilização pública, intimidação e difamação». Nils Melzen reuniu com o fundador da Wikileaks na cadeia onde este se encontra, em Londres, e, de acordo com a avaliação de dois médicos que integraram a equipa das Nações Unidas, o australiano apresenta «todos os sintomas típicos da exposição prolongada à tortura psicológica, incluindo ‘stress’ extremo, ansiedade crónica e trauma».

Em 2010, começaram a ser publicados pelo WikiLeaks provas de crimes de guerra e tortura cometidos pelos EUA durante as agressões militares contra o Afeganistão e o Iraque.

O especialista da ONU acusou os governos norte-americanos, britânico, sueco e o actual executivo equatoriano de terem criado «uma atmosfera de impunidade» face ao tratamento e destino de Julian Assange, pediu que cessem de instigar a campanha contra o activista e lhe assegurem o tratamento adequado, e exigiu que não seja extraditado para nenhum país onde não tenha garantias de um julgamento justo, caso dos EUA.



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