As contas
não podem valer
só para atacar
os trabalhadores
Mobilização para amanhã como resposta ao Governo

CONTAS Para evolução nas carreiras profissionais de todos os trabalhadores da Administração Pública deve contar todo o tempo de serviço prestado, reafirmou a CGTP-IN, após o «ultimato» do Governo.

A Intersindical Nacional, numa nota de imprensa divulgada dia 4, veio considerar «lamentável que o Governo do PS, à semelhança do anterior do PSD e do CDS, insista em tentar colocar trabalhadores contra trabalhadores, ao mesmo tempo que ameaça com a sua demissão, numa matéria que já estava prevista nos orçamentos do Estado para 2018 e 2019».
Rejeitando «esta postura de chantagem, contra tudo e contra todos, lançando mão de números e dificuldades orçamentais, sabendo-se como benevolamente reage às necessidades da banca», a confederação contrapõe que «a preocupação com as contas públicas não pode ser o pretexto quando estão em causa os direitos dos trabalhadores». Essa preocupação «tem de estar presente quando se discute os PEC, quando o Governo se submete às imposições, chantagens e constrangimentos da União Europeia e do euro, quando se reduz de forma cega o défice e se teima em não renegociar a dívida».

Contra a chantagem

Contra «a chantagem e ultimato do governo do PS» – após a comissão parlamentar de Educação ter decidido, no dia 2, que devem ser contabilizados todos os 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço efectivamente prestado pelos professores em períodos de congelamento das progressões) –, a CGTP-IN «apela à mobilização dos trabalhadores da Administração Pública» para a manifestação nacional marcada para amanhã, dia 10, com início às 14h30, no Marquês de Pombal, em Lisboa.
A Inter «exorta, ainda, todos os trabalhadores dos sectores público e privado a intensificarem a acção e a luta reivindicativa por melhores condições de vida e de trabalho, por justiça na distribuição da riqueza e por um Portugal com futuro».
Para falar sobre os objectivos da manifestação e as perspectivas de participação, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública convocou uma conferência de imprensa para ontem à tarde, já após o fecho da nossa edição.
No presente momento, «o que é preciso é uma política de esquerda e soberana, que valorize o trabalho e os trabalhadores, que valorize as profissões e as carreiras profissionais», insiste a CGTP-IN, indicando no concreto as reivindicações salientadas no 1.º de Maio.

 



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