1919 – Criação da Bauhaus, a casa de construção

A destruição deixada pela Primeira Guerra Mundial inspirou o arquitecto alemão Walter Gropius a renomear a Escola de Artes do Grão-Ducado da Saxónia, de que era director, com o nome de Bauhaus, neologismo que significa «casa de construção». Primeiro instalada em Weimar, centro do iluminismo alemão, onde em 1919 foi redigida a nova Constituição, a Bauhaus juntou professores e estudantes num ambiente de total liberdade de criação. O manifesto da Bauhaus, lançado por Gropius, afirmava não existir «nenhuma diferença essencial entre o artista e o artesão», considerando o artista «uma elevação do artesão», pelo que propunha a formação de «uma nova corporação de artesãos, sem a presunção elitista que pretendia criar um muro de orgulho entre artesãos e artistas». O manifesto instava ainda ao trabalho conjunto na «construção do futuro». Considerado pelos seus detractores como um «antro de comunistas», a Bauhaus durou, tal como a República de Weimar, até 1933, altura em que Hitler chegou ao poder. A escola, que havia sido mudada para o icónico edifício envidraçado projectado por Gropius em Dessau, fechou devido às pressões do regime nazi para que fossem afastados professores e alunos considerados de esquerda e ou judeus, muitos dos quais viriam a morrer em campos de concentração.




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