AVANÇAR NO CAMINHO ABERTO POR ABRIL

O Comité Central do PCP, reunido a 8 de Abril, procedeu à análise da situação política, económica e social nacional e de aspectos da situação internacional, apontou o desenvolvimento da luta de massas, sublinhou a importância das batalhas eleitorais e definiu as grandes linhas de intervenção, de iniciativa política e de reforço do Partido.

Como constatou o Comité Central do PCP, a situação nacional e a sua previsível evolução no imediato é, no fundamental, caracterizada por três elementos. Em primeiro lugar, o que resulta do inegável contributo que os avanços verificados no percurso de defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos deram, não só no plano social, com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo, mas também no plano económico, com o impulso que dele resultou em termos de crescimento, redução do desemprego e criação de emprego.

Em segundo lugar, a persistência de problemas no plano económico e social que, tendo conhecido um particular agravamento nos anos do último governo PSD/CDS, não encontraram a resposta necessária para os superar por parte do Governo minoritário do PS, devido a opções que mantém em convergência com o PSD e o CDS de compromisso de defesa dos interesses do grande capital e de submissão às imposições do Euro e da União Europeia, que têm marcado a política de direita.

Por último, e inseparável dos anteriores, a intensificação da ofensivaque, a partir dos centros do capital monopolista e dos sectores mais reaccionários, visa branquear a acção do Governo PSD/CDS, esconder projectos de agravamento da exploração no futuro e iludir responsabilidades passadas instrumentalizando problemas que não encontram, nem podem encontrar, resposta nas opções da política de direita, seja pelas mãos do PSD e do CDS, seja pela mão do PS. Uma ofensiva que tem como alvo directo o PCP, pelo seu papel, natureza e projecto.

É perante este quadro que o PCP e a CDU intervêm lutando pela resposta aos problemas nacionais, só possível com a concretização de uma política alternativa patriótica e de esquerda que liberte Portugaldos constrangimentos e imposições associados à União Europeia e ao euro, problemas ampliados por um serviço da dívida que consome recursos indispensáveis ao investimento, ao funcionamento dos serviços públicos e ao desenvolvimento produtivo do País.

É também neste quadro que melhor se entendeas grandes convergências entre PS, PSD e CDS na aceitação desses constrangimentos e imposições e o papel distintivo da CDU na defesa intransigente da soberania e interesses nacionais.

É, pois,de grande importância o desenvolvimento da luta de massas com o seu papel estratégico e determinante quer para assegurar ou concretizar novos avanços quer sobretudo para afirmar a política alternativa que faz falta ao País: a luta dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho com destaque para a concentração nacional convocada pela CGTP-IN para hoje em frente à Assembleia da República pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e contra as propostas do Governo de alteração à legislação laboral, para as comemorações do 25 de Abril e para as comemorações do 1.º de Maio – a grande jornada de luta dos trabalhadores portugueses convocada pela CGTP-IN.

Não menos importante é também o reforço do PCP com particular destaquepara aacção dos 5 mil contactos com trabalhadores, que, pelos dados divulgados sobre os resultados obtidos até agora (três mil e cem contactos realizados, dos quais resultaram já 900 recrutamentos), é bem reveladora das potencialidades que encerra.

A mês e meio das eleições para o Parlamento Europeu, impõe-se esclarecer, contactar e dinamizar os apoios à CDU como condição determinante para avançar e não andar para trás.

«Avançar na afirmação do que Abril representou - como sublinha a Resolução do CC – afirmando os seus valores e concretizando as suas conquistas e não andar para trás na difusão de concepções anti-democráticas que remetem o País para os tempos sombrios de miséria, atraso, corrupção e repressão; avançar na concretização dos direitos inscritos na Constituição da República Portuguesa e não andar para trás na sua subversão e destruição; avançar no sentido da resposta plena aos problemas do País, na afirmação da política alternativa capaz de romper com a política de direita e assegurar o desenvolvimento soberano do País».

Está nas mãos dos trabalhadores e do povo criar uma forte corrente de mobilização para o voto na CDU e avançar na concretização do Portugal a que temos direito, no caminho aberto por Abril.

 



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