Breves
Urgência pelo Arsenal

Para exigir que o Ministério das Finanças dê urgentemente o seu deferimento para a admissão de 42 trabalhadores, pendente há dois anos, e para a promoção de 35, à espera há um ano, representantes do pessoal do Arsenal do Alfeite manifestaram-se esta terça-feira em Lisboa. Membros da Comissão de Trabalhadores e do sindicato Steffas (CGTP-IN) concentraram-se frente ao edifício do Ministério, durante a manhã, com faixas e cartazes, e distribuíram um folheto sobre a situação do estaleiro público e as medidas exigidas para travar o seu declínio acentuado.
Em solidariedade, estiveram com os representantes dos trabalhadores Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN, e Paula Santos, deputada do PCP.
Ainda este mês, em plenário, será feita a análise do desenvolvimento da situação e de novas acções a desenvolver, adiantou o sindicato, numa nota sobre este protesto.


Bares dos comboios

Com adesão total, durante quatro dias consecutivos, a greve na empresa Almeida & Cadima, do LSG Group (Lufthansa), que explora os bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, foi suspensa no final do dia 4, para que a empresa não tivesse argumentos para evitar o reinício de negociações. No dia 3, quarta-feira, trabalhadores do Norte e do Sul, em greve, concentraram-se frente aos escritórios da empresa, na estação de Santa Apolónia, reafirmando a exigência de reposição dos direitos e de aumentos salariais.


Protesto em Coimbra

No dia 5, sexta-feira, dirigentes e delegados do Sindicato da Hotelaria do Centro desfilaram nas ruas da baixa de Coimbra, dirigindo-se para a delegação regional da AHRESP, para exigirem aumentos salariais que reponham o poder de compra e tenham em conta a situação excelente das empresas do sector. Estas exigências serão reafirmadas hoje, na sede da associação patronal, em Lisboa, antes da participação na concentração nacional da CGTP-IN.


Professores na AR dia 16

Para «saudar, no momento e no próprio local, aqueles que, fazendo justiça, contribuíram para a recuperação do tempo de serviço que foi cumprido enquanto a carreira esteve congelada», as organizações sindicais de docentes (ASPL, Fenprof, FNE, Pró-Ordem, Sepleu, Sinape, Sindep, SIPE, Sippeb e SPLIU) convocaram para a próxima terça-feira, dia 16, às 15 horas, uma concentração junto à Assembleia da República.
Nesse dia vai ser discutida e votada a apreciação parlamentar do decreto-lei que pretende impor a eliminação de mais de 6,5 anos na contagem do tempo de serviço prestado nos períodos de congelamento das progressões.
O objectivo foi expresso numa nota conjunta das dez estruturas, emitida dia 2, após os seus representantes serem ouvidos em comissão, na AR, no seguimento da petição pela recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias cumpridos. Entregue com mais de 60 mil assinaturas de docentes, a petição «é um óptimo contributo para a resolução deste problema».
A «greve ao sobretrabalho» (para lá do horário de trabalho normal) foi alargada pela Fenprof a toda a actividade, no período de interrupção lectiva após as reuniões de avaliação (de hoje, 11, até dia 22).


Afronta aos militares

As associações profissionais de sargentos (ANS), oficiais (AOFA) e praças (AP), juntamente com a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda e a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, convocara para dia 15, segunda-feira, às 17h30, na Casa do Alentejo, em Lisboa, um plenário, contestando o conteúdo do projecto de diploma com que o Governo «apenas pretende devolver, do tempo que nos foi espoliado, cerca de um ano e poucos meses». Num comunicado conjunto, as estruturas representativas afirmam a determinação de «conjugar esforços nesta luta em defesa do tempo de serviço congelado».