O PCP mostra documentos do período da clandestinidade
45 anos de Abril assinalados no Porto com mostra de documentos do PCP

MEMÓRIA O Centro de Trabalho da Boavista do PCP acolhe, entre amanhã e o dia 30 de Junho, uma exposição de documentos do período da clandestinidade para assinalar os 45 anos da Revolução.

Na origem desta mostra está a organização do arquivo histórico da Direcção da Organização Regional do Porto do Partido, no âmbito da qual foram sistematizados e classificados mais de 3000 documentos do período da clandestinidade, a que se juntam cerca de mil exemplares de jornais editados nesse período: O Comunista, Avante!, O Militante, A Terra, O Marinheiro Vermelho... Trata-se, pois, de um espólio significativo cuja divulgação assume uma importância crescente em tempos marcados por tentativas de apagamento da memória e de revisão da História.

Nos documentos que poderão ser conhecidos a partir de amanhã estão momentos marcantes da vida do PCP e da luta dos trabalhadores e do povo português: a fundação do Partido e o seu primeiro Manifesto, o I Congresso, a ilegalização e a Conferência sobre Organização, de 1929, que levaria à eleição de Bento Gonçalves como Secretário-geral; a repressão e a fascização do Estado; as medidas visando a defesa do Partido e a discussão e funcionamento colectivos que sempre prevaleceram, mesmo na mais severa clandestinidade; o papel do Partido na dinamização da luta e unidade antifascistas; a importância dos trabalhadores, das mulheres, dos camponeses, dos estudantes, dos intelectuais para a resistência antifascista e a conquista da liberdade.

Dos documentos que compõem a exposição é possível ainda verificar a forma como as especificidades da região pesaram, criativamente, na organização da resistência e luta antifascistas. As acções realizadas aproveitando os festejos do S. João (nomeadamente as quadras denunciando o fascismo e a guerra colonial) ou a evocação da Revolta do 31 de Janeiro são disso testemunho. Particular expressão tem o Movimento Nacional Democrático, em cuja estrutura figuravam importantes personalidades antifascistas do Porto e, em geral, do Norte.

Para além dos documentos impressos constarão ainda da mostra um prelo utilizado na produção de muitos dos manifestos e jornais expostos, a gravação sonora da intervenção de Álvaro Cunhal numa reunião do Comité Central do PCP em 1963 e um vídeo do acto eleitoral de 1970 para a direcção do Sindicato Nacional Operários Metalúrgicos do Distrito do Porto.




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