Entrega do mercado da mobilidade às multinacionais
Sentença de morte para o sector do táxi

TRANSPORTES A Federação Portuguesa do Taxi (FPT) rejeita o projecto de lei apresentado pelo PSD sobre «O regime jurídico da actividade de transporte público de aluguer em veículos ligeiros de passageiros».

Para a FPT, a «aberração de defender o fim da contigentação da frota de táxi» é «atirar para a falência 30 mil profissionais e suas famílias, desvalorizando as poupanças de uma vida para conquistar uma licença, ferramenta para a subsistência».

«O projecto de lei do Grupo Parlamentar do PSD, apresentado como instrumento de modernização, é, apenas e muito, uma tentativa de desregular uma actividade económica que de facto precisa de novos caminhos, mas não de uma sentença de morte», acusa a Federação.

Em nota de imprensa divulgada no início da semana, os taxistas consideram «acéfala» a ideia de acabar com a cor padrão verde-preto, que, a concretizar-se, significaria «destruir um símbolo» e a «identidade cultural de um País». Este «movimento» do PSD é encarado como «o segundo capítulo político-ideológico de entrega do mercado da mobilidade às multinacionais, não respeitando o interesse colectivo, a economia nacional e a vida dos motoristas de táxi portugueses».

A FPT espera que o Parlamento português tenha o «bom senso de dar resposta negativa a este projecto de lei do PSD».

 



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