Jerónimo de Sousa no debate quinzenal com o primeiro-ministro
Passes mais baratos são obra da luta do PCP e dos utentes

Outra matéria puxada por Jerónimo de Sousa para primeiro plano do debate foi a valorização e alargamento do passe intermodal, medida de «positivo impacto social» que foi finalmente tornada realidade com o contributo e intervenção do PCP.

Por isso o líder comunista não escondeu o seu regozijo e orgulho por uma medida que se traduzirá numa significativa redução dos custos com o uso do transporte público para centenas de milhares de utentes.

Trata-se de um máximo de 40 euros para o passe válido para toda a Área Metropolitana e de 30 euros para o passe válido em cada concelho, passe para estudantes e no futuro passe familiar, uso gratuito para crianças até aos 12 anos e passe para pessoas com mais de 65 anos, para lá da bonificação adicional.

Redução tarifária que representa um «enorme avanço nas condições de vida das famílias e no estímulo ao uso do transporte público», na perspectiva do Secretário-geral do PCP, que disse ser também o «coroar da luta de anos desses utentes dos serviços públicos de transporte».

O que é preciso agora é «avançar mais decididamente com o aumento da oferta ferroviária, fluvial e rodoviária, reforçando o investimento e concretizar o alargamento a todo o País da redução tarifária», exortou Jerónimo de Sousa.

António Costa concordou que esta «é das medidas que tem maior impacto no rendimento disponível das famílias e informou que o programa prevê duas modalidades, a saber: 60 por cento das verbas, no mínimo, será empregue na redução do tarifário e 40 por cento «pode ser empregue no alargamento da rede, porque há muitas zonas do País em que esse alargamento é decisivo».

Dado foi o exemplo – e isto diz bem da importância e alcance da medida pela qual o PCP batalha há muito tempo – de um casal com um filho (com o passe sub23), que se desloque de Setúbal para Lisboa e que, pagando hoje 443 euros mensais pelos três passes, passa a pagar 80 euros, uma poupança de 363 euros por mês. Para um quadro familiar idêntico, entre Mafra e Lisboa, que hoje paga 493 euros mensais, passa a pagar os mesmos 80 euros, uma poupança de 413 euros.




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