Breves
Manifestações continuam no Sudão

Foram libertadas 41 mulheres que se encontravam detidas no Sudão por participarem na vaga de contestação que abala o país desde meados de Dezembro de 2018. Omar el-Digeir, líder do Partido do Congresso Sudanês, foi também solto, informa o sítio web Africanews, em Brazzaville. Manifestações em Cartum e noutras cidades têm exigido a demissão do presidente Omar al-Bashir, que desde o começo dos protestos populares já procedeu a uma remodelação do governo e, a 22 de Fevereiro, proclamou por um ano o estado de emergência, que proíbe todas as manifestações não autorizadas.


Insegurança no Sudão do Sul

Apesar das perspectivas de apaziguamento, persistem problemas de insegurança no Sudão do Sul, revelou o chefe da missão de paz das Nações Unidas naquele país, David Shearer. Falando no Conselho de Segurança, em Nova Iorque, disse que o acordo de paz assinado em Setembro do ano passado continua em vigor e referiu sinais positivos: pela primeira vez em três anos, muitas pessoas manifestam vontade de regressar às suas casas, de onde fugiram durante a guerra civil. Mas, mesmo com diminuição dos níveis de violência política, a insegurança impede o retorno dos refugiados e deslocados. Os confrontos entre forças governamentais e da oposição lançaram o Sudão do Sul na instabilidade e subsistem a insegurança alimentar e a ausência de serviços de saúde e educação.


Irão evitou ataque a petroleiro

A marinha do Irão repeliu um ataque pirata contra um petroleiro iraniano no Golfo de Áden, informam de Teerão. Onze lanchas rápidas dos piratas tentaram sequestrar o navio de carga no estreito de Bab-el-Mandeb, que liga o Golfo de Áden e o Mar Vermelho. Os piratas pretenderam capturar o petroleiro, que carregava 150 mil toneladas de crude, mas a Frota 60, do Irão, rechaçou a investida. Essa força naval, composta por três navios de guerra, iniciou operações em águas internacionais a 23 de Janeiro passado.


EUA exigem bases mais bem pagas

O governo estado-unidense pretende que a Alemanha, o Japão, a Coreia do Sul e todos os outros países que acolhem bases militares norte-americanas nos seus territórios – centenas delas – paguem todas as despesas e mais 50 por cento, noticiou a agência Bloomberg. Vários funcionários da administração Trump confirmaram também à Associated Press, sob anonimato, que a Casa Branca pediu ao Pentágono que reunisse dados sobre os custos da manutenção das tropas dos EUA no estrangeiro e as contribuições de cada país. Eram já conhecidas anteriores exigências do presidente Donald Trump aos países membros da NATO no sentido de aumentarem as suas despesas militares e contribuições para o bloco militarista. Segundo a Bloomberg, responsáveis do Departamento de Defesa e do Departamento de Estado receiam que o aumento do custo das bases poderia «afugentar» alguns aliados, que se recusariam a pagar por considerar que a presença de tropas dos EUA não é necessária para a sua segurança nacional.


Iraque rejeita bases militares

O clérigo muçulmano xiita Amar al-Hakim rejeitou bases militares e tropas estrangeiras no Iraque, considerando-as um atropelo à soberania do país. «Somos um Estado soberano, não subordinado ou subjugado e por isso não aceitamos tropas, forças ou missões estrangeiras», afirmou o líder religioso. Acrescentou que tão-pouco o Iraque participará em «provocações ou ataques contra países vizinhos». Segundo al-Hakim, no Iraque há um sector que é prisioneiro de interesses e ideias de outros e um grupo que defende a soberania e o direito de decidir o seu próprio destino. «Esta discórdia deve desaparecer e dedicar-nos a construir um Estado forte e independente, com mais instituições eficientes, e desenvolver uma estratégia nacional unificada», acrescentou. E apelou a que os iraquianos trabalhem em conjunto para criar «um país sólido, capaz, independente, estável e próspero».