Por um efectivo combate à corrupção

O caso judicial que envolve a Associação Industrial do Minho e várias empresas do distrito de Braga e o «alegado esquema fraudulento envolvendo a Associação Comercial e Industrial de Barcelos» reforçam, na opinião do PCP, a «importância do combate decidido à fraude e corrupção». Num comunicado da Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, emitido na semana passada, lembra-se as várias propostas apresentadas pelo Partido, ao longo dos anos, sobre estas matérias, «desde o combate aos offshore ao enriquecimento injustificado, à criminalidade económica e financeira, passando pelo reforço da cooperação judiciária internacional e pelo reforço dos meios de fiscalização do Estado».

No primeiro caso, há já 126 pessoas e empresas acusadas de diversos crimes, envolvendo a suspeita de desvio de cerca de 10 milhões de euros. Sendo certo que o processo decorre ainda em tribunal, o PCP lembra não ser a primeira vez que há suspeitas sobre o uso dado aos chamados «fundos europeus»: esquemas de facturação falsa, truques contabilísticos e cumplicidades entre diversos intervenientes «têm permitido a criação de redes interessadas em obter ilegalmente fundos a que não teriam direito», denuncia o Partido.

Nestes dois casos, como noutros, «vêm a público ligações dos acusados com figuras proeminentes do poder político, nomeadamente a figuras de relevo no PS e no PSD, e com os grandes grupos económico, bem como da circulação, estilo “porta giratória”, entre cargos públicos e posições de destaque nos quadros de empresas privadas». Situações destas revelam, ainda, «uma certa banalização das situações em que redes de tráfico de influência com ligações a centros de poder político e económico alimentam teias de corrupção».




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