Defender os postos de trabalho na Jado Ibéria

A deputada do PCP Carla Cruz esteve recentemente reunida, em Braga, com a Comissão de Trabalhadores da Jado Ibéria, empresa do sector metalúrgico com 74 trabalhadores, sobre as quais paira a ameaça de despedimento a curto prazo.

Numa nota emitida pelo Gabinete de Imprensa da Direcção da Organização Regional de Braga, o Partido garante que «o problema não está na qualidade do trabalho desempenhado por esses trabalhadores nem na falta de encomendas», mas na possibilidade que os donos da Jado Ibéria (o Grupo IdealStandard) encontraram para deslocalizar a produção para outro ponto do mundo com custos de produção mais baixos. «É a lei do maior lucro possível», acrescenta.

O PCP sustenta ainda que a «lei da selva não é compatível com um país soberano, que necessita de defender a sua capacidade produtiva, fortalecer os direitos dos trabalhadores e perspectivar um futuro em que a dinamização da actividade económica e criação de emprego se traduzam na melhoria das condições de vida do povo português».

O deputado do PCP no Parlamento Europeu, Miguel Viegas, já questionou a Comissão Europeia acerca dos instrumentos de que dispõe para «impedir este encerramento e evitar mais uma tragédia social e económica para a região de Braga». A deputada Carla Cruz perguntou ao Governo quais as medidas que pretende tomar para garantir a manutenção de todos os postos de trabalho e a laboração da empresa.

Para os comunistas, «ainda é possível lutar para que não seja dado mais um passo no caminho de destruição do aparelho produtivo nacional e do tecido económico e social do concelho de Braga».




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