- Edição Nº2349  -  6-12-2018

López Obrador defende autodeterminação dos povos

MÉXICO O novo presidente da República, Andrés Manuel López Obrador, promete combater a corrupção, acabar com a pobreza e governar em diálogo com o povo, respeitando os direitos humanos.

A política externa do México assentará no princípio da autodeterminação dos povos, proclamou no sábado, 1, na tomada de posse, o novo presidente da República do México, López Obrador. Falando perante 150 mil pessoas, na Praça de El Zócalo, na Cidade do México, o presidente afirmou que a contribuição para o desenvolvimento e a amizade entre os povos e governos de todo o mundo serão a bússola das relações internacionais da nova administração.

A esses princípios acrescentou o respeito e a defesa dos direitos humanos, a protecção do meio ambiente, o respeito pelos migrantes. Assegurou que as relações com os EUA serão de respeito e de vantagens mútuas e opinou que é necessário mudar as relações bilaterais para a cooperação e o desenvolvimento. Disse que a alternativa à imigração não são as soluções punitivas mas o ataque às suas causas.

López Obrador revelou que convocará universitários, representantes de diferentes profissões, religiosos, ateus, agnósticos e pensadores para discutir uma constituição moral visando fortalecer os valores nacionais culturais e espirituais e preservar a memória histórica. «Nunca nos esqueceremos donde viemos, pois quem não sabe donde vem dificilmente saberá para onde vai», vincou.

No plano interno, atacou a corrupção, que considera como um dos problemas mais graves que afecta todo o tecido social, incluindo a economia, e prometeu acabar com ela, de cima até baixo.

«Vai-se acabar com a corrupção e não haverá mais luxos no governo», repetiu o presidente. «Não será permitido a ninguém violar a Constituição e as leis e não haverá impunidade, vão ser abolidos os foros e os privilégios, acabará a imoralidade», insistiu.

López Obrador prometeu também trabalhar arduamente para acabar com a insegurança e a criminalidade, garantindo uma governação transparente e de permanente diálogo com o povo.

Como exemplo da mudança, lembrou que, a partir de agora, o luxuoso complexo de Los Pinos deixa de ser a residência presidencial e passa a ser um espaço dedicado à recreação, à arte e à cultura do povo.