Rússia acusa Ucrânia de «provocação planeada»

A Rússia anunciou na segunda-feira, 3, que foram apresentadas acusações contra os 24 militares ucranianos envolvidos numa provocação de três pequenos barcos da marinha da Ucrânia no Mar Negro e perto do Estreito de Kerch.

Dos 24 processados, 21 encontram-se na prisão de Lefortovo e três, feridos, num hospital da prisão de Matroskaya Tishina, todos em Moscovo.

Os envolvidos poderão ser condenados até seis anos de privação de liberdade por violação da fronteira russa.

A 25 de Novembro, as lanchas artilhadas «Verdiansk» e «Nikopol» e o rebocador «Yani Kapu» entraram ilegalmente em águas territoriais russas do Mar Negro, frente às costas da Crimeia, e foram detidos perto do Estreito de Kerch. Segundo Moscovo, depois de oito horas de manobras perigosas, sem atender aos avisos para abandonar as águas territoriais russas, os navios ucranianos foram abordados pela força quando se dirigiam para a ponte da Crimeia.

Falando aos jornalistas em Buenos Aires, durante a cimeira do G20, o presidente russo, Vladímir Putin, especificou que os marinheiros ucranianos tinham a missão de passar em segredo pelo Mar Negro e através do estreito de Kerch.

Para Putin, tratou-se de uma provocação planeada, confirmada por documentos encontrados a bordo e pelas declarações dos próprios marinheiros.

O dirigente russo realçou que Kiev aproveitou o incidente para aprovar a lei marcial, em vésperas de eleições, visando limitar os direitos e as liberdades civis, bem como as actividades políticas na Ucrânia. A lei marcial foi declarada em 10 regiões, precisamente onde o presidente Petro Poroshenko carece de apoio.




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