Breves
DISTRITO DE SETÚBAL
Calor de Setembro prejudicou agricultores

Uma delegação do PCP contactou com produtores de uva do Lau, Fernando Pó e Gâmbia, no distrito de Setúbal, que sofreram elevados prejuízos devido às elevadas temperaturas que se fizeram sentir no final de Setembro, anormais para aquela época do ano. Tanto os produtores como os elementos da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, com quem os comunistas estiveram igualmente reunidos, deram conta de perdas na produção entre os

50 e os 80 por cento comparativamente com o ano anterior. A solução encontrada pelas autoridades para fazer face aos danos, os seguros, é insuficiente, pois não cobririam sequer os custos de produção. A deputada Paula Santos, que integrava a delegação do PCP, deixou a garantia de interceder junto do Governo para que fossem activados apoios públicos excepcionais para uma situação também ela excepcional.


PONTE DE LIMA
Pelo direito à água pública

Num comunicado recente no qual faz um balanço do primeiro ano de mandato autárquico, a Comissão Concelhia de Ponte de Lima do PCP destaca a «vigorosa oposição» dos comunistas e seus aliados à criação da empresa Águas do Alto Minho, com participação de 51 por cento do capital da Águas de Portugal e os restantes 49 por cento dos municípios. A concessão tem duração de 30 anos. Explicitando as motivações que justificaram o voto contra da CDU na Assembleia Municipal, a Comissão Concelhia fala em «dúvidas» quanto à gestão futura da empresa, que «num futuro próximo poderá levar ao aumento da tarifa da água e do saneamento» e à «destruição dos Serviços Municipalizados». As incertezas quanto ao futuro dos trabalhadores destes serviços e à eventual privatização do fornecimento de água, já concretizada noutros locais do País em processos semelhantes, justificam a posição assumida.


BEJA
Investimentos sempre adiados

Analisando o Orçamento do Estado aprovado na generalidade, o Executivo da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP valoriza os avanços nele constantes ao mesmo tempo que constata que ele «deixará de fora um conjunto significativo de investimentos indispensáveis ao desenvolvimento regional». Entre eles, os comunistas destacam a ausência de investimento na rede rodoviária e ferroviária regional e o desinvestimento previsto para a área da saúde no distrito, «com a diminuição da verba a atribuir à Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, superior a meio milhão de euros». De fora fica também a construção da segunda fase do Hospital Distrital, muito embora houvesse resolução da Assembleia da República nesse sentido, apresentada pelo PCP.