Aconteu
Medalha de Mérito para Casimiro Menezes

No decurso do 21.º Congresso Nacional de Medicina que se realizou no dia 27 de Outubro, em Lisboa, o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos (OM) atribuiu a Medalha de Mérito a Casimiro Menezes, «por ter contribuído de forma relevante com a sua actividade e mérito pessoal para a dignificação da profissão médica, bem como da medicina portuguesa».

Com 74 anos, Casimiro Menezes fundou e assumiu cargos dirigentes em serviços hospitalares e clínicos, integrou a Comissão Nacional de Resistência aos Antibióticos, assumiu importantes cargos na Ordem dos Médicos e, entre 2015 e 2018, foi presidente da Comissão de Ética da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (entre 2015 e 2018). Integra os corpos sociais de diversas associações da área da saúde e é sócio do Sindicato dos Médicos da Região Sul. Publicou artigos sobre epidemiologia na consagrada The Lancet e na revista da Sociedade Portuguesa dos Hospitais Distritais.

Foi vereador na Câmara Municipal e eleito na Assembleia Municipal de Portalegre, tendo-lhe sido atribuída em 2006, pela Câmara Municipal, a Medalha de Grau Ouro. Actualmente, é presidente da direcção da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI e membro do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Económico e Social. Entre 2008 e 2015 foi membro do Conselho Consultivo Nacional da Segurança Social e da Comissão Consultiva do Instituto da Segurança Social.


Grande Prémio de Conto para Ana Margarida de Carvalho

O livro «Pequenos Delírios Domésticos», de Ana Margarida de Carvalho, venceu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Segundo o júri, constituído por Cândido Oliveira Martins, Fernando Baptista e Isabel Cristina Mateus, «trata-se de um conjunto de contos que surpreende o leitor pela invulgar actualidade temática e sociológica (dos incêndios que devastaram o País, em 2017, aos dramas íntimos de portugueses convertidos ao Estado Islâmico, de refugiados sírios num lar de velhos ou de uma mulher tunisina que dá à luz num barco apinhado de gente durante a travessia do Mediterrâneo, entre outros)».


Morreu o fotojornalista dos «bidonville»

Gérald Bloncourt, o fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, nomeadamente nos bairros de lata, morreu, dia 29 de Outubro, aos 92 anos. O fotojornalista retratou os «bidonville» portugueses, mas também fez imagens da viagem clandestina – «a salto» – para França, assim como imagens de Portugal sob a ditadura e no período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974.


Miguel Oliveira vice-campeão mundial

No domingo, 4, Miguel Oliveira conquistou o segundo lugar no Grande Prémio da Malásia de Moto2. O piloto português, da KTM, terminou a cerca de um segundo do italiano Luca Marini, irmão de Valentino Rossi, um resultado insuficiente para levar a discussão do título até à derradeira corrida da temporada, em Valência. O italiano Francesco Bagnaia é o novo campeão.


Faleceu Maria Guinot

A cantora, compositora e pianista Maria Guinot morreu no sábado, 3 de Novembro, aos 73 anos. Com uma formação clássica, iniciou no final da década de 50 a sua carreira, que ficaria marcada pela vitória, com «Silêncio e Tanta Gente», no Festival RTP da Canção em 1984, edição que ficou marcada pela sua recusa em fazer playback, solidarizando-se com os músicos em greve.

Compôs «Homenagem às mães da Praça de Maio», canção integrada no álbum «Cem anos de Maio», editado pela CGTP-IN, que evoca o sofrimento, coragem e determinação das mães argentinas perante o desaparecimento dos seus filhos às mãos da ditadura militar. O tema foi também uma das bandeiras do programa «Deixem Passar a Música», da RTP, no qual cantou grande parte do seu repertório, destacando-se a sua «Saudação a José Afonso», canção recusada pelo júri do festival da canção de 1986. Dedicou-se também à literatura e foi autora de dois livros. Em 1989 escreveu «Histórias do Fado» com Ruben de Carvalho e José Manuel Osório e em 2011 recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Da sua intervenção política e cívica destaca-se a solidariedade com Cuba, a condenação da política de não admissão de mulheres por bancos privados portugueses, no início dos anos de 1990, a luta pela despenalização do aborto e a participação na Frente para a Defesa da Cultura. Era militante do Partido Comunista Português.



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