A tónica dominante foram as potencialidades de crescimento
Assembleias de organização realizam-se para fortalecer o Partido e a intervenção

REFORÇO Proceder ao balanço da actividade, eleger novos órgãos colectivos e traçar orientaçõesparamelhorar a capacidade de direcção, a influência e intervenção do PCP têm marcado as assembleias de organização em curso.

Foi o caso da 14.ª Assembleia de Organização do PCP na Suíça, que aconteceu no dia 4 de Novembro, na cidade de Yverdon-les-Bains, no cantão de Vaud, e em que estiveram 16 militantes em representação dos diversos núcleos comunistas espalhados pelo país. Na reunião, prestou-se justa homenagem ao recém-falecido camarada Manuel Beja, comunista convicto que deixou um legado de grande prestígio, um exemplo no Partido e no movimento sindical e associativo suíços.

Depois de uma apreciação do trabalho efectuado pelos núcleos, destacando-se um panorama geral de resistência perante a propaganda anticomunista, particularmente intensa na Suíça, e o reconhecimento de debilidades motivadas pelo regresso de muitos emigrantes a Portugal, os comunistas portugueses na Federação Helvética apontaram como caminho o aumento da ligação às novas gerações de emigrantes. Procederam, também, à planificação das actividades para 2019, com especial ênfase para acções relativas às eleições que se avizinham: para o Parlamento Europeu e para a Assembleia da República Portuguesa.

Foi ainda eleito por unanimidade o novo Organismo de Direcção Nacional, isto antes da intervenção de encerramento, na qual Rui Braga, do Secretariado do Comité Central do PCP, recordou o passado recente de austeridade em Portugal durante o governo PSD-CDS, os avanços e limitações da actual solução governativa e as perspectivas do PCP para a luta actual e vindoura.

Cá como lá

Já no sábado, 3, decorreu nas instalações da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, com a participação de meia centena de militantes, a XI Assembleia da Organização Concelhia da Maia.

A tónica dominante foram as potencialidades de crescimento da organização, de incremento da sua ligação à vida e da sua capacidade de mobilização e atracção, o que, por seu lado, reclama que mais militantes comunistas assumam responsabilidades aos diversos níveis.

Na reunião, para além da eleição da nova Comissão Concelhia, composta por 21 elementos (dez dos quais pela primeira vez) e com um maior número de mulheres, os comunistas maiatos aprovaram, por unanimidade, a Resolução Política, que traça uma crítica construtiva, mas também valoriza, a respeito de diversos aspectos da intervenção do Partido.

Jaime Toga, da Comissão Política do Comité Central, encerrou os trabalhos com uma intervenção que versou a situação política, o papel dos comunistas na actual fase da vida política nacional e a prioridade do reforço da organização do PCP.

A 20 de Outubro, por outro lado, foi levada a cabo a XII Assembleia da Organização Freguesia dos Olivais, em Lisboa. Reunidos numa histórica colectividade local, os militantes do Partido, entre outros elementos, sublinharam que a influência comunista no desencadeamento e manutenção da contestação à introdução de parqueamento pago na freguesia, é um exemplo positivo a replicar e uma demonstração das possibilidades de fortalecimento do colectivo entre os olivenses.

Foi ainda eleita a nova Comissão de Freguesia, que conta com a entrada de 5 novos camaradas com idades entre os 25 e os 45 anos. Gonçalo Tomé, do Comité Central, fez a intervenção final.




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