Exposição na Maia evoca Papiniano Carlos

Decorreu ao final da tarde da passada segunda-feira, 5, na Biblioteca Municipal da Maia, a sessão evocativa do centenário do nascimento de Papiniano Carlos (ver página 27 desta edição). Na ocasião foi ainda inaugurada uma exposição alusiva, na qual se titula justamente o militante comunista como um «escritor insubmisso».

Intervindo na iniciativa promovida pela Direcção da Organização Regional do Porto do PCP e pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia (em nome da autarquia falou o vereador Mário Nuno), Jaime Toga, da Comissão Política, realçou que evocar Papiniano Carlos é «uma obrigação de reconhecimento e valorização de quem tem um percurso que merece ser recordado, valorizado e projectado como exemplo de humanismo, de solidariedade e de amor pelo seu povo e pelo seu País».

«Nunca tendo sido indiferente às injustiças e às desigualdades, Papiniano Carlos sentiu cedo a repressão fascista», prosseguiu Jaime Toga, antes de frisar que na obra do «multifacetado escritor» se encontra «vertida a preocupação social e a dimensão humana do autor, assim como uma enorme confiança no povo e na construção de um mundo mais justo. Na sua vida, identifica-se o comunista, o antifascista «corajoso e destemido» que «enfrentou perigos e prisões por não abdicar de lutar pela paz, pela democracia e pela liberdade», concluiu.




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