- Edição Nº2345  -  8-11-2018

Agricultores manifestam-se em Lisboa por melhores políticas agro-florestais

PROTESTO A Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e suas filiadas vão concentrar-se, hoje, às 15h30, frente à Assembleia da República (AR), para defender a agricultura e o mundo rural.

O «ponto de encontro» dos agricultores e dos dirigentes agrícolas está marcado para as 14h00, no Largo do Rato. Dali vão sair em desfile até à AR para reclamar melhores políticas agro-rurais, com apoios para criar condições de escoamento a melhores preços para as produções agro-florestais (leite, carne, cereais, fruta, batata, azeite, mel, vinho, madeira), o que também passa pelo combate firme à «ditadura» comercial dos grandes hipermercados e da grande indústria de transformação da madeira.

Os agricultores exigem ainda do Ministério da tutela, do Governo e dos demais órgãos de soberania a concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, com financiamento do Orçamento do Estado; uma quota mínima e prioritária da produção da agricultura familiar no abastecimento das instituições públicas; concretização de apoios mais justos, eficazes e desburocratizados às populações lesadas e por danos ambientais provocados pelos incêndios florestais; apoios públicos para elaborar e executar, sistematicamente, acções de prevenção de incêndios e um correcto ordenamento florestal; recuperação de todos os direitos para efeitos de acesso às ajudas directas da Política Agrícola Comum (PAC) pelos produtores pecuários e compartes dos Baldios.

Mais apoios públicos
Relativamente aos acidentes climáticos, reclamam-se apoios públicos pelos prejuízos causados à lavoura (chuva fora de época, calor excessivo, pragas e doenças da vinha, pomares, olival, soitos, floresta). «Têm sido muito insatisfatórias as respostas do Ministério da Agricultura e do Governo» para acudir «às graves e sucessivas situações», critica a CNA, em nota de imprensa divulgada esta semana.

Controlo dos animais selvagens (javalis, lobos e veados) e indemnizações pelos prejuízos causados; revisão do sistema de seguros agrícolas por forma a defender as pequenas e médias explorações; combate à especulação para baixar os preços de combustíveis e electricidade agricolas, das rações, adubos e outros; medidas concretas para defesa da Casa do Douro e do património destas instituições da lavoura duriense, com a revogação de algumas leis entretanto publicadas; uma mais justa reforma da PAC; são outras das reivindicações que serão apresentadas.