- Edição Nº2345  -  8-11-2018

Mobilização a crescer assegura no dia 15 uma grande manifestação

LUTA As estruturas do movimento sindical unitário estão a realizar inúmeros plenários de trabalhadores e outras acções, que confirmam a oportunidade da manifestação nacional de 15 de Novembro.

O trabalho de esclarecimento, mobilização e organização realizado por sindicatos, federações e uniões nas últimas semanas e até aos dias 12 e 13, tem já reflexo em expressões de apoio e em compromissos de participação na jornada que a CGTP-IN promove na próxima quinta-feira, em Lisboa, sob o lema «Avançar nos direitos, valorizar os trabalhadores».

«A mobilização está a crescer, para termos uma grande manifestação», comentou João Torres. Em declarações ao Avante!, anteontem de manhã, este membro da Comissão Executiva da CGTP-IN estimou que os plenários agendados pelos sindicatos para os próximos dias atingem a ordem das centenas, neles se incluindo algumas empresas de maior dimensão, como a Renault Cacia ou a Groz-Beckert.

Em muitos plenários já realizados, milhares de trabalhadores declararam o seu apoio aos objectivos da manifestação e confirmaram a necessidade e a oportunidade da realização desta importante jornada, «para enviar uma mensagem de determinação e de luta aos patrões e ao Governo minoritário do PS». A vontade e o compromisso de estar em Lisboa, na quinta-feira à tarde, estão a expressar-se também por outras formas, como as inscrições para os transportes organizados pelos sindicatos, acrescentou João Torres.

A União dos Sindicatos de Setúbal, ao fim da tarde de anteontem, informou que mais de 200 plenários estão a ser realizados no distrito.

 

Com a força da luta

Em muitos casos, a participação na manifestação acaba por dar seguimento a lutas em curso, que convergem e evidenciam avaliações e exigências comuns a trabalhadores de diferentes empresas e sectores.

Assim se passa com os funcionários da Administração Pública, tanto central e regional, como local, incluindo professores, enfermeiros, funcionários judiciais e profissionais da PSP, da GNR e demais forças de segurança. O STAL, por exemplo, confirmou ter já centenas de inscrições para participação colectiva na manifestação.

Igualmente em várias empresas privadas e do sector empresarial do Estado, da indústria, do comércio e dos serviços, foi assumido pelos trabalhadores trazer para a Avenida da Liberdade os motivos de lutas realizadas ou em curso, sobretudo por aumentos salariais e cumprimento de direitos.

O dirigente da CGTP-IN (também membro do Comité Central do PCP), reportando-se às mais recentes informações da rede sindical, referiu a Visteon, a Exide (Tudor), a Fico Cables, a Caetano Bus, a Sakthi, a Continental Mabor, a Inapal Plásticos, a Inapal Metal, a Efacec, a Celcat (General Cable), a OGMA, a INCM, a Valorsul, a Tratolixo, a Pietec e outras corticeiras do distrito de Aveiro, a Funfrap, a Flexipol, a Kirchhoff Automotive, a Polipoli, a Faurecia, a Atlanticeagle, a CIE Plasfil, a Soares da Costa, a Cinca, a Cimpor, a BA Glass, a Vista Alegre, a Cerages, a Dominó, a Cobert Telhas, a Abrigada, a Saint Gobain Sekurit, a Rauschert, a Solubema, a Carl Zeiss, o pessoal da Randstad em call-centers no Parque das Nações, na Quinta do Lambert e nos edifícios América e Xerox, e da Manpower em Seia, bem como no call-center da Fidelidade, em Évora.

Organizados no CESP, vão estar na manifestação trabalhadores dos super e hipermercados (Jumbo, Pingo Doce, Modelo-Continente, DIA Minipreço), do Grupo Inditex, da Science4You, do Grupo Lusíadas Saúde.

Envolvendo trabalhadores de empresas como a Such, a Gertal, o Itau, a Eurest e a Uniself, bem como dos hotéis Tivoli, Ritz, Corinthia, Sheraton e Marriott, os sindicatos da Fesaht vão realizar, no dia 15, pré-concentrações frente à sede da associação patronal Ahresp e junto ao Pavilhão Carlos Lopes (onde se inicia o congresso da Associação da Hotelaria de Portugal).

Para dar suporte a quaisquer ausências do trabalho, foram apresentados pré-avisos de greve pela generalidade dos sindicatos, nomeadamente os da Administração Local (STAL e STML), das indústrias de defesa (Steffas), das telecomunicações (Sinttav) e do comércio (CESP), bem como pelas federações da Função Pública, da alimentação, hotelaria e similares (Fesaht), das indústrias (Fiequimetal, Fesete e Feviccom).