Breves
Iranianos nas ruas contra sanções

Milhões de iranianos saíram às ruas no domingo, 4, em diversas cidades, protestando contra a nova ronda de sanções impostas pelos EUA, sobretudo nos sectores petrolífero e bancário. Washington decidiu retomar os «castigos» à nação persa depois de, em Maio, ter abandonado unilateralmente o acordo nuclear assinado entre Teerão e seis potências mundiais. As manifestações tiveram lugar no 39.º «Dia Nacional de Luta contra a Arrogância dos Estados Unidos». A 4 de Novembro de 1979, estudantes iranianos ocuparam a embaixada norte-americana em Teerão, acusando os diplomatas e agentes da CIA residentes de planear o derrube da República Islâmica do Irão.


Trump e Jinping falam ao telefone

O presidente dos EUA, Donald Trump, dialogou por telefone, no dia 1, com o homólogo da China, Xi Jinping, sobre diversos assuntos, em especial o comércio e a República Popular Democrática da Coreia. Foi o próprio Trump, através da sua conta na rede social Twitter quem anunciou a «longa e muito boa conversa» com Jinping. Contou que abordaram muitos temas, com ênfase no comércio, e que «as discussões avançam muito bem» em relação às reuniões programadas entre os dois dirigentes, na cimeira do G20, na Argentina, nos dias 30 de Novembro e 1 de dezembro. «Também tive uma boa conversa sobre a Coreia do Norte», escreveu ainda o chefe da Casa Branca.


Países do Índico defendem cooperação

A ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Lindiwe Sisulu, destacou a importância dos países ribeirinhos do Oceano Índico no contributo para a segurança mundial, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável. A ministra falava na abertura em Durban a 18.ª conferência ministerial da Associação dos Países das Margens do Índico, conhecida por IORA, que inclui governos, empresários e académicos. Destacou que a reunião tem lugar em tempos críticos quanto a políticas globais e a relações internacionais.


ONU renova missão no Saara Ocidental

O Conselho de Segurança aprovou a renovação por seis meses da missão da ONU no Saara Ocidental (Minurso), quando as primeiras conversações desde 2012 entre as diferentes partes estão previstas para Dezembro. O texto foi aprovado por 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança, com a abstenção da Rússia, Etiópia e Bolívia. A Frente Polisário reivindica um referendo para a autodeterminação do Saara Ocidental, já aprovado pelas Nações Unidas. Marrocos, que ocupa ilegalmente o território, rejeita qualquer solução para além da autonomia. Os «capacetes azuis» da Minurso garantem um cessar-fogo desde 1991. Organizadas pelo emissário da ONU para a região, o ex-presidente alemão Horst Kholer, as conversações devem arrancar a 5 e 6 do próximo mês, em Genebra, entre representantes da Frente Polisário, Argélia, Marrocos e Mauritânia.


Ocidente manobra na região do Sahel

O grupo G5 Sahel, integrado por cinco países dessa região africana, e a Aliança do Sahel, que reúne 12 estados e organismos ocidentais, estabeleceram no dia 1, em Niamey, um protocolo de associação sobre «desenvolvimento e segurança». O documento, assinado na capital nigerina pelo secretário permanente do G5 Sahel, Maman Sambo Sidikou, e pelo chefe da unidade de coordenação da Aliança do Sahel, Jean Marc Gravellini, estabelece um marco de colaboração e explica as modalidades operativas da implementação dos projectos conjuntos, informa a Agência Panafricana de Imprensa. Os membros do G5 Sahel, criado em Fevereiro de 2014, com a bênção dos EUA e da França, são Burkina Faso, Níger, Chade, Mali e Mauritânia. A Aliança do Sahel inclui França, Alemanha, Espanha, Grã-Bretanha, Itália, Luxemburgo, Dinamarca e Holanda, além da União Europeia, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Como observadores, integra Estados Unidos, Noruega e Fundação Gates.