Breves
Protestos populares na capital húngara

Centenas de manifestantes juntaram-se no domingo, 4, em locais públicos de Budapeste, para exigir a derrogação de uma lei que criminaliza os indigentes. A ONG «A Cidade é para todos» condenou a disposição que possibilita que qualquer pessoa sem tecto que durma na rua possa ser sancionada e inclusivamente presa. A Comissão Europeia, depois de ter considerado que carece de bases legais para interferir na legislação húngara, já tinha pedido às autoridades da Hungria que arranje refúgios e casas de acolhimento suficientes para os sem-abrigo.


Ryanair deve seguir direito laboral local

Ministros de cinco países europeus pediram à companhia aérea irlandesa Ryanair que aplique o direito laboral local ao seu pessoal. Governantes da Alemanha, Bélgica, Itália, Luxemburgo e Holanda exigiram esta medida sob pena de a companhia expor-se a riscos jurídicos. A missiva, enviada no fim-de-semana ao director-geral da empresa, Michael O’Leary, assinala que, face ao conflito social persistente com uma parte considerável do seu pessoal em vários estados-membros, a Ryanair deve encontrar uma solução com urgência, aplicando o direito de cada país envolvido.


Espanha debate exumação de Franco

O dirigente do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) José Luis Ábalos considerou absurdo que seja tema de discussão no país a exumação dos restos do ditador Francisco Franco do mausoléu em Vale dos Caídos. Ábalos falava num acto no cemitério de Paterna (Valência), junto ao paredão de fuzilamento onde a ditadura franquista (1939-1975) fuzilou 2238 republicanos entre 1939 e 1956. O governo vai transladar os restos do ditador para um local ainda por determinar. A família pretende que Franco seja enterrado numa cripta familitar na Catedral de La Almudena, no centro de Madrid, mas o executivo de Pedro Sánchez opõe-se, para evitar que o templo se transforme em lugar de peregrinação dos nostálgicos do fascismo.


Angela Merkel não se recandidata

A corrida à presidência da União Cristã Democrata (CDU) começou em Berlim logo após a inesperada renúncia de Angela Merkel a uma reeleição à frente do partido. Friedrich Merz, um milionário de 62 anos, foi o primeiro a candidatar-se e disse que a decisão da chanceler foi «difícil mas acertada», considerando Merkel merecedora do «maior respeito e reconhecimento» pelos 18 anos na liderança partidária. Merz definiu-se como «europeísta convicto», defensor das relações transatlânticas com os EUA e dos valores conservadores e um liberal no plano económico. Angela Merkel renunciou à recandidatura a presidente do partido e ao lugar no Bundestag (parlamento) mas mantém-se com chefe do governo até ao final do mandato, em 2021. O Congresso da CDU realiza-se a 7 e 8 de Dezembro, em Hamburgo.


Sanções russas contra a Ucrânia

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, ordenou sanções contra 322 figuras físicas e 68 jurídicas da Ucrânia, em resposta à «política pouco amistosa» de Kiev face a Moscovo. As decisões de Medvedev incluem o congelamento de fundos ucranianos na Rússia e correspondem a orientações do presidente Vladimir Putin para aplicar contramedidas à Ucrânia. Entre as personalidades afectadas estão juízes do Tribunal Supremo, deputados do parlamento, grandes empresários e funcionários da administração presidencial. Moscovo esclareceu que poderia suspender as sanções no caso de Kiev pôr fim às restrições contra personalidades e empresas russas. A Ucrânia, entre outras medidas, proibiu em finais de 2016 o acesso à literatura russa no seu mercado editorial e, antes disso, aprovou uma resolução qualificando a Rússia de «país agressor». Em 2014, a direita, com apoio de paramilitares neofascistas, perpetrou um golpe de estado em Kiev e, pouco depois, desencadeou uma agressão, que perdura, contra a população sublevada no sudeste ucraniano, de que resultaram 10 mil mortos.