Contra o aumento na UE da violência neofascista

Numa intervenção no Parlamento Europeu, no dia 2, o deputado João Pimenta Lopes, do PCP, denunciou o aumento da violência neofascista na União Europeia (UE). Afirmou:

«Não ignoramos as causas e o caldo em que se alimentam as forças de extrema-direita e fascistas.

A UE que invoca cinicamente a preocupação ante esse avanço é a mesma que apoiou e continua a apoiar o golpe fascista na Ucrânia, que imprime uma natureza exploradora e xenófoba na sua política migratória, a mesma que promove e aprofunda as políticas que atacam direitos sociais, laborais e a soberania dos estados, a mesma que impõe ameaças, chantagens e sanções contra os estados e os seus povos.

As políticas de direita da UE, implementadas pela direita e social-democracia, não se distinguem, nos objectivos, do que defendem as forças reaccionárias: aumentar a opressão, exploração e a concentração da riqueza, garantir a manutenção de uma ordem social iníqua, a do capitalismo.

O fascismo, criação do capitalismo, tem hoje uma inquietante expressão institucional em parlamentos e governos na UE.

O firme combate às forças de extrema-direita e fascizantes exige que não se branqueiem as políticas que lhes abrem caminho!».

A UE e o Iémen

O deputado João Pimenta Lopes abordou também, no Parlamento Europeu, a situação no Iémen. Assim:

«São os crimes do capitalismo que impõem a barbárie.

É a “coligação” militar liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos EUA, Reino Unido e França que tem bombardeado campos de deslocados internos e alvos civis, com a morte de centenas de pessoas, incluindo dezenas de crianças, como nos ataque de Agosto passado.

São as armas produzidas naqueles países e noutros da UE que mataram cerca de 16.000 pessoas nesta guerra, dois terços das quais civis, e feriram mais de 55 mil, números certamente conservadores. Cerca de 22 milhões de pessoas no Iémen enfrentam a pior crise humanitária do mundo, 8,4 milhões severamente afectados pela fome. Situação que se agrava com as restrições da Arábia Saudita à importação de alimentos e combustível.

São estes países que silenciam os crimes de guerra e a repressão dentro da própria Arábia Saudita, maquilhando aquele tenebroso regime de uma pretensa “modernização”.

É tempo de os povos se mobilizarem pela paz, pelo fim de um gigantesco crime contra o povo iemenita, contra o cinismo do imperialismo, da UE e das suas potências militares».




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