- Edição Nº2341  -  11-10-2018

Grã-Bretanha está a preparar ciber-ataque maciço à Rússia

A Grã-Bretanha está a preparar um ataque cibernético «maciço» contra a Rússia, visando afectar os seus sistemas informáticos em caso de agressão por parte de Moscovo, revelou o jornal The Sunday Times.

De acordo com aquele órgão de informação, que cita fontes dos serviços secretos britânicos, Londres desenvolve «jogos de guerra» para provocar um apagão cibernético que afectaria de forma sensível a Rússia.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido acusou recentemente os serviços de inteligência militares russos de vínculos com grupos de hackers e responsabilizou a Rússia por diversos ataques informáticos em todo o mundo.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, no dia 3, culpou a Rússia de levar a cabo «uma campanha de ciberataques indiscriminados» contra potências ocidentais, uma acusação desmentida por Moscovo por carecer de fundamento.

Entre as pretensas agressões russas contam-se, segundo os britânicos, a divulgação, em Agosto de 2017, de ficheiros confidenciais da Agência Mundial Anti-Dopagem (WADA) e ciber-ataques que afectaram em Outubro do ano passado o aeroporto internacional de Odessa e o metro de Kiev, na Ucrânia.

No dia 4, a Grã-Bretanha e a Holanda acusaram a Rússia de tentativas de ciber-agressões contra a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), com sede em Haia. Tanto o secretário de estado norte-americano, James Mattis, como o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, expressaram «solidariedade» com britânicos e holandeses.

O governo russo respondeu afirmando que responsabilizar Moscovo por ciberataques ocorridos no mundo entre 2015 e 2017 faz parte de uma «irresponsável» campanha anti-russa de desinformação.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakhárova, disse que as acusações contra o seu país não têm sustentação e qualificou-as como «uma mescla de perfume infernal» e de fantasias infundadas. «A prolífera imaginação dos nossos colegas do Reino Unido não tem limites», comentou.