• José Carlos Faria

O fascínio dos Bonecos de Santo Aleixo

Os maganos dos Bonecos foram à Festa! E foi um sucesso.

Jóia maravilhosa de tradição oral da cultura popular portuguesa, profundamente enraizados no imaginário alentejano, os Bonecos, títeres de varão de arame, à semelhança das marionetas do sul de Itália, feitos de palmo e meio de madeira, cortiça e pano, foram divulgados em 1967 devido a Michel Giacometti, que os gravou e editou em disco e os filmou para a televisão.

Em 1980, a Assembleia Distrital de Évora, de forma a garantir e preservar a continuidade das representações, comprou o estojo de Bonecos e respectivo retábulo, cedendo-a ao então Centro Cultural de Évora (actual Cendrev), passando desde aí as récitas a serem asseguradas por um mesmo grupo de actores profissionais que receberam as lições e instruções de manuseamento e de representação do repertório, por parte do Mestre Talhinhas. E os Bonecos tornaram-se vagamundos de lés a lés, acolhidos internacionalmente com grande êxito. A apresentação na Festa, em paralelo com uma excelente exposição, confirmou, de novo, o enorme impacto produzido por este espectáculo: sessões esgotadas por espectadores entusiasmados, visitas guiadas seguidas com atento interesse, um debate, vivo e participado, na tarde de sábado.

Ficou dado mais um passo para perpetuar a tradição e para que os Bonecos continuem a dizer: «P’ra que viva!»

 



 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: