limpeza das ruas é quase inexistente
CDU pede o fim da EcoAmbiente em Vila Real de Santo António

LIXO Em Vila Real de Santo António não foi preciso esperar muito tempo para que se confirmassem os alertas da CDU e de todos os que se opuseram à concessão do serviço de recolha do lixo.

Na reunião da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António de 31 de Julho, a CDU apresentou uma proposta para que seja posto um ponto final ao contrato com a empresa EcoAmbiente. Simultaneamente, a autarquia deve iniciar, de imediato, os procedimentos para se dotar de equipamento, infra-estruturas e trabalhadores, assumindo, assim que possível, a limpeza do concelho.

Em causa está a «clara incapacidade» da empresa para «fazer uma recolha profissional dos resíduos sólidos urbanos do concelho». «Esta situação está bem à vista no estado de degradação em que se encontra a limpeza das ruas e contentores, como tem sido amplamente testemunhado pelos cidadãos», refere a Coligação PCP-PEV em nota de imprensa.

Segundo os comunistas e ecologistas, a opção de entrega a um concessionário privado do serviço de recolha do lixo de Vila Real de Santo António «decorreu de forma opaca e sem que a população tomasse consciência dos verdadeiros riscos que a mesma representava».

«Desde a assinatura do contrato com a EcoAmbiente, o serviço prestado por esta empresa nunca obteve uma avaliação positiva por parte dos vila-realenses e de quem nos visita. A própria presidente da autarquia, em reunião de Câmara, já admitiu que o serviço prestado não tem o nível desejado», observaram no documento dirigido às redacções.

Degradação
Os relatos do «mau serviço» prestado pela EcoAmbiente estendem-se a todo o concelho e multiplicam-se durante a época alta.

«As recolhas são poucas e ineficientes, a limpeza das ruas é quase inexistente e as poucas papeleiras que existem estão quase sempre cheias. Nalguns casos, são as juntas de freguesia (mobilizando recursos públicos) que fazem trabalho de limpeza complementar para assegurar condições mínimas de higiene às populações», observa a Coligação PCP-PEV, sublinhando: «Enquanto o serviço esteve na esfera pública, e foi prestado por funcionários da autarquia, apesar de algumas deficiências, nunca se assistiu a este nível de descontentamento e de degradação». Para agravar o problema, agora o serviço «é prestado num quadro de maior desregulamentação laboral».

 



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