Breves
Premium Green Mail não paga

No dia 25 de Julho, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou a Premium Green Mail de ter salários em atraso, subsídios de refeição em falta, contratos ilegais, horas extraordinárias não pagas e de tentar despedir ilegalmente trabalhadores sindicalizados. De acordo com o CESP, esta empresa de distribuição postal, que contrata o seu pessoal através de empresas de trabalho temporário, já foi alvo de denúncias junto da ACT. O CESP, com os trabalhadores, decidiu avançar para formas de luta como a greve, manifestação e denúncia pública.


Figueira da Foz

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), que desde Março negoceia com o CESP a revisão do contrato colectivo de trabalho (revisto pela última vez em 2009), propôs, como contrapartida ao aumento de vinte cêntimos no subsídio de alimentação, a contagem do trabalho nocturno a partir das 24 horas em vez das actuais 21. Recebendo o salário mínimo, os trabalhadores perderiam mais de 60 euros por ano. Neste sector o poder de compra diminuiu mais de dez por cento, estando hoje mais de metade da tabela salarial absorvida pelo valor do salário mínimo. O CESP recusou a redução de rendimentos e realizou um protesto na Figueira da Foz a 25 de Julho.


Horários na DHL

O CESP apelou à união e luta dos trabalhadores da DHL Supply Chain em resposta a propostas que deixam em aberto «todas as possibilidades de desregulação» dos horários de trabalho. Na «folha sindical» de Julho, o sindicato contesta a retirada indevida de pausas aos trabalhadores e que não sejam fornecidos os termos exactos dos horários de trabalho e descanso. Por exemplo, os trabalhadores com horário fixo de descanso ao fim-de-semana passariam a ter uma folga semanal rotativa e uma fixa ao Domingo. O CESP reivindica melhorias no planeamento e gestão, que permitam uma melhor organização do tempo de trabalho e compensação justa pelas alterações de horários.