Breves
Madrid reacta negociações com governo catalão

O governo de Espanha reatou, dia 1, as negociações com o governo regional da Catalunha, sete anos após a ruptura do diálogo. As duas delegações estiveram reunidas durante quatro horas na sede da Generalitat, em Barcelona, sem no entanto lograrem uma aproximação de posições.

«Houve sérias divergências, mas o facto de se poder exprimir normalmente essas grandes divergências é igualmente importante», declarou no final da reunião o ministro da Política Territorial, Meritxell Batet, que dirige a delegação de Madrid.

Por seu lado, Ernest Maragall, referiu que as partes têm «concepções da normalidade muito diferentes», notando que o novo primeiro-ministro, Pedro Sanches (PSOE), não tem qualquer projecto para resolver o conflito.

A delegação catalã voltou a exigir a realização de um referendo sobre a autodeterminação e a libertação dos dirigentes independentistas presos. Madrid aposta na negociação de um acordo sobre as relações entre a Catalunha e o governo central, o qual seria submetido a referendo.


Protestos na Dinamarca contra proibição do véu islâmico

A proibição do uso do véu integral islâmico na Dinamarca, que entrou em vigor dia 1, foi contestada por milhares de pessoas nas ruas de Copenhaga, capital do país.

Aprovada no parlamento por 75 votos a favor e 30 contra, a lei penaliza com multas o uso em espaços públicos de vestes tradicionais islâmicas, como a burca, ou ainda outras peças de roupa e acessórios que impossibilitem o reconhecimento da pessoa. As coimas vão de mil a dez mil coroas (de 134 a 1340 euros).

Na Dinamarca residem cerca de 50 mil muçulmanos, entre os quais apenas duas centenas de mulheres usam as referidas vestes. Os opositores à lei consideram que ela viola a liberdade de escolha e faz parte do pacote de medidas xenófobas anti-imigrantes, promovidas pela coligação de direita no poder.

Outros países como a França, Bélgica e Áustria adoptaram anteriormente leis similares.