Breves
EUA contestam política migratória

Centenas de milhares de pessoas participaram, no sábado, 30, em mais de 780 protestos nos Estados Unidos contra as políticas do governo de Donald Trump em matéria de imigração. A organização Families Belong Toghether estima que 35 mil pessoas estiveram na manifestação de Washington e 60 mil em Chicago. Milhares de pessoas também saíram às ruas em Nova Iorque, São Francisco, Los Angeles e outras cidades, em todo o país. Entre os manifestantes que contestaram a política de Trump de «tolerância zero», aplicada desde Maio aos imigrantes que cruzem ilegalmente a fronteira, figuram defensores dos direitos humanos, líderes religiosos, artistas de cinema, teatro e televisão, e músicos.


Manifestações na Faixa de Gaza

Houve pelo menos dois mortos e mais de 400 feridos em novos protestos na fronteira palestiniana-israelita, na sexta-feira, 29, na Faixa de Gaza. O exército de Israel, segundo informa a Reuters, recorreu a disparos com armas de fogo e a gás lacrimogénio contra manifestantes palestinianos que lançaram pedras e cocktails Molotov. Desde os protestos dos palestinianos em Gaza, no início da «Grande Marcha de Retorno», a 30 de Março, as forças israelitas já mataram pelo menos 134 pessoas e feriram cerca de 14 mil, numa violenta repressão.


Protestos em Marrocos

Polícias fortemente armados circulavam em Rabat, na quinta-feira, 28, depois dos protestos populares contra a condenação de quatro activistas da região do Rif. Centenas de manifestantes exigiram, defronte do parlamento marroquino, a suspensão das penas de 20 anos impostas a Nasser Zefzafi, líder do movimento Hirak Rif, e a três companheiros. Outras 50 pessoas foram condenadas a penas de um a 15 anos de prisão por exigirem mais desenvolvimento para a sua região. O Rif, no Norte de Marrocos, é uma zona montanhosa habitada maioritariamente por berberes e inclui as cidades de Ceuta e Mellila, sob domínio de Espanha.


MPLA prepara transição política

O Comité Central do MPLA aprovou na sexta-feira, 29, por aclamação, a designação do seu actual vice-presidente, João Lourenço, para substituir Eduardo dos Santos na liderança do partido. Com o lema «Com a força do passado e do presente, construamos um futuro melhor», o VI Congresso Extraordinário do MPLA realiza-se a 8 de Setembro. Os dirigentes reiteraram que, além da escolha do terceiro presidente do partido, o objectivo do congresso é o reforço da unidade e da sua liderança na sociedade. Eduardo dos Santos presidiu aos trabalhos e exortou à continuação da harmonia no processo de transição política em Angola.


Situação militar agrava-se no Mali

Pelo menos dois soldados franceses e quatro civis malianos morreram no domingo, 1, na cidade de Gao, no noroeste do Mali, na explosão de um carro armadilhado à passagem de uma patrulha militar. Na véspera, quatro soldados malianos morreram quando a sua viatura pisou uma mina, na região central de Mopti. Também no sábado, um ataque de «extremistas islâmicos» ao quartel da Força Conjunta do G5 Sahel, na cidade de Sevare, provocou várias baixas. O Conselho de Segurança da ONU aprovou, entretanto, a prorrogação do mandato da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma), que conta 15 mil efectivos, até 30 de Junho de 2019.


Khalifa Haftar proclama vitórias

Na Líbia, o chefe das forças militares que apoiam um dos governos que disputam o poder, o marechal Khalifa Haftar, anunciou o controlo das cidades de Derna e Benghazi, no nordeste do país. «A bandeira do terrorismo foi arriada e substituída pela da paz e tranquilidade», asseguram os partidários de Haftar. Os seus êxitos militares favorecem, em futuras negociações sobre o futuro da Líbia, as posições do governo de Tobruk, adversário do gabinete instalado em Trípoli, que é integrado por agrupamentos islamistas, apoiado por milícias armadas e reconhecido pelas Nações Unidas e potências ocidentais.