Centenas de civis mortos na Síria devido a ataques norte-americanos

A Amnistia Internacional (AI) afirma que os bombardeamentos aéreos levados a cabo pela coligação militar liderada pelos EUA contra Raqqa, outrora capital do «Califado» do auto-proclamado Estado Islâmico, provocaram a morte a centenas de civis e deixaram a cidade síria em escombros.

Num relatório divulgado anteontem, a AI, insuspeita de simpatias para com o governo liderado por Bachar al-Assad, acusa Washington de «violações do direito humanitário internacional» e considera que a brutalidade do EI «não isenta a coligação da obrigação de tomar todas as precauções possíveis para minimizar os danos causados aos civis».

No documento, elaborado após investigadores da AI terem visitado mais de 40 locais e terem recolhido testemunhos de mais de uma centena de pessoas, denuncia-se «o uso repetido de armas explosivas em zonas habitadas onde se sabia que os civis estavam encurralados», mas um porta-voz da coligação internacional, Sean Ryan, considerou as conclusões «grosseiramente imprecisas».

No entanto, na quinta-feira, 31 de Maio, talvez antecipando o documento da Amnistia, a coligação internacional admitiu ser responsável pela morte de quase 900 civis no Iraque e na Síria entre Agosto de 2014 e ao último mês de Abril.

Entretanto, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, outra estrutura insuspeita de simpatias para com as autoridades sírias, bem pelo contrário, propagandista dos seus opositores, denunciou a morte de pelo menos 20 civis, entre os quais sete menores, em dois bombardeamentos da coligação militar ocorridos na noite de sexta-feira.

Já esta terça-feira, 5, a agência pública síria SANA noticiou a morte de mais dez civis em ataques liderados pelos EUA no Sul do país.



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