Greves nas indústrias

Os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda «tiveram forte participação nas greves de 26, 27 e 30 de Abril e 2 de Maio, bem como nas concentrações em Lisboa e no Porto», informou a Fiequimetal/CGTP-IN, salientando que «a administração tem agora nas suas mãos a resolução do conflito».
A produção de passaportes e cartões de cidadão (excepto urgentes) foi interrompida, devido às paralisações em Lisboa (quatro horas por turno, a 26 e 27 de Abril e 2 de Maio), e no Porto e Gondomar (no horário completo, a 30 de Abril).
O aumento dos salários, que não são actualizados desde 2009, e o descongelamento das carreiras profissionais são as principais reivindicações dos trabalhadores da INCM.

No Centro de Contacto da EDP, em Seia, houve uma adesão de 75 por cento à greve de anteontem, dia 8, informou o SITE Centro-Norte. Para os 600 trabalhadores, contratados através da ManpowerGroup Solutions, são exigidos salários melhores e vínculo directo e estável à empresa para a qual efectivamente trabalham, a EDP.
Durante a greve, realizou-se uma concentração, ao final da manhã, no exterior do Centro de Contacto. António Coelho, dirigente do sindicato e da Fiequimetal, frisou que as reivindicações dos trabalhadores são justas, tanto mais quanto a EDP obteve em 2017 lucros superiores a mil milhões de euros e, com o recurso a empresas de «prestação de serviços», é a principal responsável pelos baixos salários que são praticados.

A luta dos trabalhadores da Preh Portugal, na Trofa, entrou na sexta semana, assinalou o SITE Norte, lembrando que as greves parciais, nos dias 3, 5, 10, 17 e 19, tiveram ampla aprovação em plenários. A redução do horário de trabalho, para que os sábados deixem de ser dia de laboração obrigatória, e o pagamento do complemento nocturno (das 20 às 22 horas) ao pessoal do segundo turno, pondo fim à discriminação actual, foram apontadas como reivindicações prioritárias.

Na Mecfri Indústria de Refrigeração, em Quinchães (Fafe), os trabalhadores fizeram greve nas quatro sextas-feiras de Abril e, durante a greve de dia 27, reuniram-se no portão da empresa, exibindo uma faixa a denunciar que não tem havido aumentos salariais nos últimos 15 anos.

 



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