70 anos depois, a «catástrofe» continua para o povo palestiniano
Lisboa e Porto na rua pela liberdade da Palestina

SOLIDARIEDADE Para dia 14, em Lisboa, e 15, no Porto, estão convocadas acções de solidariedade com o povo da Palestina, contra os crimes de Israel e as provocações de Trump. A 15 assinala-se os 70 anos da Nakba.

Em Lisboa, a concentração está marcada para as 18 horas no Largo Camões e no Porto para a mesma hora, na Praça da Palestina. A convocatória é assumida por um conjunto de organizações, entre as quais sobressaem o CPPC, CGTP-IN, MDM e MPPM.

No manifesto que acompanha a convocatória das iniciativas lembra-se a passagem de sete décadas sobre a chamada Nakba, ou «catástrofe», como os palestinianos chamam ao terror que acompanhou o processo de criação de Israel, em 1948: 500 aldeias destruídas, expulsão de 750 mil pessoas das suas casas e incontáveis massacres. Isto foi apenas o início de uma longa e brutal ocupação, que prossegue. Em Março último, recorda-se, dezenas de palestinianos morreram e milhares ficaram feridos na sequência da violenta repressão das forças armadas de Israel a manifestações pacíficas.

Outra questão denunciada é a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir para lá a sua embaixada. Para além de violar a legalidade internacional, esta decisão, garantem, «encoraja os crimes da ocupação e colonização» e «premeia a sistemática violação por Israel, desde há mais de sete décadas, do direito internacional e das resoluções da ONU».

Exigências justas
As duas iniciativas públicas têm como objectivos: «condenar a política de colonização, limpeza étnica, ocupação e repressão praticada por Israel contra o povo palestino desde há 70 anos; exigir a paz no Médio Oriente, pondo fim às catástrofes geradas pelas guerras deste último quarto de século; protestar contra o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel e a transferência para aí da sua embaixada; reclamar do Governo português que, nos fóruns em que participa, defenda o direito internacional e as resoluções da ONU respeitantes à Palestina e que reconheça formalmente o Estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental».

Elas constituem, ainda, uma forma de manifestar a solidariedade com a «justa luta» do povo da Palestina pelos seus direitos nacionais, «pela edificação do Estado da Palestina livre, independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e uma solução justa para a situação dos refugiados».

Fim das armas nucleares
Entretanto, no dia 14 às 18 horas, a presidente da direcção nacional do CPPC, Ilda Figueiredo, participa num debate «Pelo Fim das Armas Nucleares», a realizar na Universidade de Aveiro, mais precisamente no Anfiteatro 11.1.3 (Departamento de Matemática). A iniciativa resulta de uma parceria entre o núcleo de Aveiro do CPPC e o

Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território daquela universidade.

 



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