Breves
2.ª Esquadra dos EUA regressa ao Atlântico

Os Estados Unidos vão reactivar a 2.ª Esquadra, dissolvida em 2011 por razões económicas e de organização. Criada em 1950, a frota actuava no Atlântico. A decisão surge quando aumentam as tensões entre Washington e Moscovo e depois de os EUA passarem a considerar, na sua estratégia militar, a Rússia e a China como adversários. A 2.ª Esquadra ficará baseada na base naval de Norfolk, na Virgínia, local que o Pentágono ofereceu, recentemente, para acolher um comando conjunto da NATO, responsável por operações atlânticas.


Washington e Pequim em guerra comercial

A China e os EUA manifestaram interesse em manter uma comunicação estreita para melhorar as relações, feridas por desacordos comerciais que dificultam as trocas comerciais. O responsável das relações exteriores do Comité Central do Partido Comunista da China, Yang Jiechi, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, mantiveram uma conversa telefónica sobre o tema. Os contactos seguem-se a negociações entre delegações da China e dos EUA, em Pequim, sobre as suas relações comerciais. A administração norte-americana impôs barreiras alfandegárias à importação de milhares de produtos chineses. Pequim respondeu com o aumento de taxas aduaneiras a mais de 200 mercadorias dos EUA.


Trump defende professores armados

O presidente dos EUA defendeu uma vez mais o direito dos estado-unidenses a andarem armados e apoiou a Associação Nacional de Armas (NRA), formada, segundo ele, por «verdadeiros patriotas». Falando em Dallas, na convenção anual da organização, Trump voltou a pronunciar-se a favor da polémica proposta de armar os professores para «conter» a violência nas escolas. Em Fevereiro, registou-se mais um massacre numa escola, dessa vez em Parkland, na Florida (17 mortos) e desde então manifestações em diversas cidades dos EUA têm exigido medidas para controlar a venda de armas e travar a violência.


Ossufo Momade substitui Dhlakama

A Renamo anunciou que Ossufo Momade vai coordenar a comissão política do partido, após a morte do seu presidente, Afonso Dhlakama. Tenente-general do exército da Renamo e chefe do seu departamento militar, Momade ocupará o cargo «até à realização do conselho nacional ou congresso». Dhlakama vai a enterrar hoje, quinta-feira, em Mangunde, no distrito de Chibabava, em Sofala, após cerimónias fúnebres na Beira. O líder da Renamo, de 65 anos, faleceu no dia 3, na Gorongosa, devido a «complicações de saúde», numa altura em que mantinha negociações de paz com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.


Líderes libaneses apelam à cooperação

Dirigentes libaneses apelaram à calma e cooperação, após o anúncio dos resultados das eleições de domingo, 6. A coligação Hezbollah-Amal obteve 26 dos 27 assentos para muçulmanos xiitas. Aliadas à Corrente Patriótica Livre, cristã, do presidente Michel Aoun, as duas forças islâmicas terão um bloco de mais de 40 deputados dos 128 lugares do parlamento. O presidente do parlamento, Nabih Berri, do Amal, felicitou os simpatizantes pela confiança na Resistência. A Corrente Futuro, sunita, do primeiro-ministro Saad Hariri, perdeu 11 deputados e ficou com 21. Hariri deve ser convidado a formar um governo de unidade nacional.


Arménia elegeu novo primeiro-ministro

O parlamento arménio elegeu na terça-feira, 8, Nikol Pashinian como novo primeiro-ministro, com 59 votos contra 42, remetendo a até agora força governante, o Partido Republicano (PRA), para a oposição. A escolha de Pashinian, líder do pequeno partido Elk, foi possível graças aos votos favoráveis de uma parte dos deputados do PRA, que detém 58 dos 105 lugares do parlamento, informa de Ereván a Prensa Latina. As mudanças ocorrem depois de dias de manifestações de rua que paralisaram a capital. O novo chefe do governo prometeu manter os laços com a Rússia, incluindo as relações militares e comerciais.