No hospital local não apareceu ninguém com sintomas de ataque químico
Síria chama OPAQ a Douma mas imperialismo quer atacar

GUERRA A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) foi convidada pela Síria a investigar em Douma um alegado ataque com armas químicas que EUA e outros dizem que justifica uma intervenção militar no país.

Anteontem, a OPAQ confirmou que pretende, nos próximos dias, enviar para Douma, em Ghouta Oriental, uma equipa de investigadores com o objectivo de apurar o sucedido no sábado, 7, quando começaram a ser difundidas imagens de um suposto bombardeamento químico que terá matado 40 pessoas, incluindo crianças.

A deslocação da OPAQ ao terreno foi solicitada pelo governo liderado por Bachar al-Assad, o qual, tal como a Rússia, rejeita as acusações dos EUA e de outras potências imperialistas, qualificando-as de propaganda destinada a justificar uma intervenção militar no país.

Peritos russos garantem não ter encontrado qualquer vestígio de agentes tóxicos em Douma. Médicos do hospital local, para onde se afirma que foram transportados os corpos dos falecidos e os feridos para serem atendidos, asseguram que não apareceu ninguém com sintomas de ataque químico.

A confirmar-se a deslocação da OPAQ à Síria, esta será a segunda vez em sete anos de guerra. A OPAQ garantiu, entre 2013 e 2014, a destruição do arsenal de armas químicas da Síria, bem como da sua capacidade para as armazenar e fabricar, processo que concluiu saudando a total colaboração de Damasco.

As imagens alegadamente captadas em Douma foram montadas e divulgadas pela ONG «Capacetes Brancos», financiada pelos EUA e pela Grã-Bretanha e desmascarada, mais do que uma vez, por difusão de falsos ataques, bem como por integrar mercenários responsáveis por crimes como execuções e uso de civis como escudos humanos.



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