Tráfico de mão-de-obra alastra na Europa
Tráfico de mão-de-obra alastra na Europa

EXPLORAÇÃO O tráfico de seres humanos para fins de exploração laboral está a aumentar em todo o velho continente, alerta um relatório do Conselho da Europa, divulgado dia 3.

O documento, da responsabilidade do Grupo de Especialistas na Luta contra o Tráfico de Seres Humanos (GRETA), constata que, em certos países, o tráfico de mão-de-obra superou a exploração sexual.

Entre estes países conta-se nomeadamente a Bélgica, Chipre, Geórgia, Portugal, Sérvia e o Reino Unido.

No entanto, em todos os países anteriormente examinados, os novos dados apontam para um aumento do tráfico humano para fins de exploração laboral, sendo que os números oficiais subestimam a verdadeira magnitude do problema.

Os homens são explorados sobretudo em sectores de actividade como a agricultura, a construção civil e a pesca, enquanto as mulheres tendem a ser utilizadas em ambientes mais isolados como no trabalho domiciliário, assistência a pessoas, sofrendo por vezes uma dupla exploração: laboral e sexual.

O relatório anual do GRETA «mostra que há cada vez mais pessoas na Europa que são objecto de tráfico para fins laborais, em condições revoltantes», tanto dentro do espaço da União Europeia como fora dele.

Segundo declarou a presidente do grupo, Siobhán Mullally, citada no comunicado oficial, «com frequência as vítimas hesitam em apresentar queixa, por temerem ser expulsas ou sofrer represálias da parte das redes criminosas de tráfico. Raramente os autores de tais actos são alvo de processos judiciais e condenações».

«Certos países» – acrescentou a responsável – «já tomaram medidas decisivas neste domínio, mas há muito ainda a melhorar nas suas políticas e práticas. Os estados de toda a Europa deveriam cooperar com as ONG, os sindicatos e o sector privado para procurar pôr termo a esta forma odiosa de exploração e de maus tratos».

 



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